Então….

O exercício de paciência é diário.

Se não nos policiarmos, podemos ser cruéis, penso eu.

Não que eu não tivesse um pouco de razão, se fosse assim um tanto “cruel”, haja vista que não foi uma pessoa fácil no trato diário.

Não foi e não é.

A crueldade não foi  tortura, maus-tratos,  mas sim, um pouco mais de silêncio e solidão.

Nem posso dizer que sofri grandes traumas insuperáveis, mas que os dias não foram tranquilos, não foram e, isso, muitas vezes, por conta do seu comportamento provocador.

Reconheço que tenho facilidade para interpretar as atitudes escondidas sob o manto da prepotência, desdém, pouco caso.

Enxergo muito bem, quando elas traduzem recalques, insegurança e dor-de-cotovelo.

Se os assuntos que pautaram nossa vida foram somente testes para aprimoramento, calculo que de um a zero, estou com um sofrível 6….

Mas, caminhando, a grandes e rápidos passos, para um exemplar 9!!

Claro que isso é o que eu acho….

Talvez, se perguntar para a parte contrária, ela me daria um 3, caminhando para um 5, achando ainda que está sendo generosa comigo….

Agora, aqui pensando, ponderei o que Yara e Cida me disseram outro dia, não com essas palavras,

mas no sentido de que não perdi uma amiga, porque nunca foi minha amiga de verdade.

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