O poder das palavras

Exames inconclusivos. Não muito bons. E daí? Não temos como fugir do que já se apresenta como o início do fim. Volto a perguntar: E daí?

Exatamente à partir da nossa concepção, nossa realidade é que teremos um fim. Não somos eternos e vivemos correndo riscos. Necessários e desnecessários, flertando com a morte, brincando de esconde-esconde, driblando seus ataques com remédios, cirurgias, dietas, exercícios, meditações, enfim, fugimos do termo final o quanto podemos.

Se temos uma religião, ótimo. Se não temos, muito ruim, afinal de contas não saber o que estamos fazendo aqui pode ser um dilema, mas não esperarmos mais nada, uma total desgraça.

Se ela, a morte, nos espreita todos os dias, melhor ir convivendo com ela. E fazendo uma amizade, afinal de contas, será nossa última visitante.

Esta semana, passei mal. Dores no braço esquerdo, peito, uma sensação estranha. Fui ao Pronto Socorro. Fiz exames de sangue com intervalo de 3 horas para contagem de enzimas para averiguação do coração/enfarto. Fiz eletrocardiograma. Os resultados foram negativos, apesar das dores. Tomei soro com tramal e continuei esquisita. E as dores ainda me perturbam um pouco. Então, o “medo” já se avizinhou por aqui e  me tornei um tanto quanto preocupada com os meus ” excessos”… os mesmos que me fazem feliz. Pode isso? Então vou ter que parar de remar? De nadar? Então, enquanto não faço os exames complementares, vou ficar em stand by. Pra não antecipar nada… né.

Avaliando aqui a realidade: Se não puder mais fazer, serei agradecida por ter ido, tentado, feito, gostado, curtido, aprendido, conhecido gente nova, perdendo um pouco alguns medos. Enquanto ia para o alto mar, sabendo que somos menos do que uma gota no oceano, eu ri, eu  agradeci, eu rezei, eu chorei, chorei, ninguém viu, ninguém precisava ver. Remar é pra frente, Imuá! e, desta forma, não conseguimos olhar pra trás. Vemos as costas de quem está na frente. Quem está na nossa frente, não nos vê…. total garantia… (Nanda, chorei tb por vc…. sinto muita saudade)

Mas também rezei por poder viver e enxergar essa beleza toda. Os medos foram injeções de adrenalina, para poder sentir e passar por essas sensações, emoções. E sei que saí mais feliz, mais poderosa, mais dona do meu nariz, da minha vida.

Se puder voltar, mais agradecida ainda serei. Graças a Deus!

Então, faço um grande esforço para que o poder das palavras seja feito em mim de maneira positiva. Não quero que o medo se aposse do que me restar de vida. O quanto restar. Um dia, um mês, um ano, uma década, duas, três, bom, já estou exagerando né….rs mas do jeito que a D. Dilma está decidindo, uma coisa além da morte, eu já tenho certeza… não vou conseguir me aposentar.

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