TREND: TURBANTES

Paz genteeeee!!! Como o tempo está passando rápido! Meu Deus!!!! Hoje já é sexta feira, final de noite e essa semana foi tão corrida que eu nem percebi os dias voando. Mas hoje quero falar com você…

Fonte: TREND: TURBANTES

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Atualização um pouco desatualizada….

O dia começou com o carro não pegando. Então, correndo risco de vida (exagero), entrei em casa e, protegida pela porta do nosso quarto, pedi pro Magno me levar à missa. Faltava só 15 minutos…. (6h45)

Ele foi me levar e também me buscar. Deixei Suely sem carona…. Mas, avisei em tempo e, ela me chamou para ir tomar café e, já me esperava no D. Domitila. (Pertinho dos fóruns)

Segundo minha colega e amiga, (seu comentário no facebook foi este) Eliane Prado…. “Coisa feia fazendo fusquinha Dra.Vera Helena Vianna Nascimento“…. 

O que não é verdade… só porque fico com invejinha a semana toda, ela não pode ficar afirmando que estava fazendo de propósito…

su e eu

E, depois de tomarmos café, fomos para a OAB/Santos, para assistir o III Workshop de Direito de Família – Planejamento Patrimonial Familiar e Sucessório.

Dras. Eliane e Delcirene também foram. Será que era fusquinha pra mim? 

Eliane e Del

O Direito, dinâmico como é, não nos deixa alternativa. Estudar sempre e sempre. E ainda assim, não ficar por dentro de tudo, em tempo. 

Em tempo de levar um susto, com prazos modificados, com conceitos ampliados, com definições não tão definidas assim….

Tirando o atraso do início, praxe nesses eventos…  (o que deveria ser modificado….) e o exagero também nos elogios e apresentações dos palestrantes e componentes da mesa, particularmente gostei muito dos temas e apresentações.

Como moderador, o Dr. DR NELSON SUSSUMU SHIKICIMA. A Dra. DRA. KATIA BOULOS não pôde comparecer –

Livro da Sabedoria

​Para reflexão

(Sb 7,21-23) “pois a Sabedoria, artífice de todas as coisas, mo ensinou. 22.Há nela um espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil, móvel, perspicaz, imaculado, lúcido, invulnerável, amante do bem, penetrante, 23.incoercível, benfazejo, amigo dos homens, benigno, constante, certeiro, seguro, que tudo pode, que tudo ” (Sb 7,23-30) “supervisiona, que penetra todos os espíritos, os inteligentes, os puros, os mais sutis. 24.Pois a Sabedoria é mais ágil que qualquer movimento, e atravessa e penetra tudo por causa da sua pureza. 25.Ela é o sopro do poder de Deus, uma emanação pura da glória do Todo-Poderoso. Por isso, nada de impuro pode introduzir-se nela: 26.ela é reflexo da luz eterna, espelho sem mancha do poder de Deus e imagem da sua bondade. 27.Embora sendo uma só, tudo pode; permanecendo imutável, renova tudo; e comunicando-se às almas santas através das gerações, forma os amigos de Deus e os profetas. 28.Pois Deus ama tão somente aquele que convive com a Sabedoria. 29.De fato, ela é mais bela que o sol e supera todas as constelações. Comparada à luz, ela é mais brilhante: 30.pois à luz sucede a noite, ao passo que, contra a Sabedoria, o mal não prevalece”

Continuar lendo “Livro da Sabedoria”

Tristeza.

Então me perguntam se estou triste?

Irremediavelmente triste. Inconsolavelmente triste.

Triste, triste, tristíssima.

Porque?

Não consigo escrever o porquê.

Não sei se enumero, se coloco em ordem alfabética, ou em ordem de intensidade de sentimento.

Ou por ter que desistir de algumas coisas para poder ter outras, sendo que não quero desistir…

ou por tamanho da dor, ou se pelo tamanho da decepção.

Se por tempo de tristeza, se por qualidade de tristeza ou se por raiva de a estar sentindo.

Se posso tomar esta ou aquela atitude para acabar com ela.

Se, tomando-a, não acabo também com outros sentimentos.

Se corro o risco de matá-la e com ela, a esperança.

Então me perguntam se estou triste.

Estou.

Tristeeza, por favor, vá embora!

Minha alma que choora…. 

Está vendo o meu fim.

Lala, laralara…
Quero, de novo, cantar
Tristeza, por favor, vá embora
Minha alma que chora, está vendo o meu fim
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero, de novo, cantar
Laiara…

Link: http://www.vagalume.com.br/elis-regina/tristeza.html#ixzz3p0tqWOoo

ONDE ANDARÁ O MEU DOUTOR?

ONDE ANDARÁ O MEU DOUTOR?

Hoje acordei sentindo uma dorzinha,
aquela dor sem explicação, e uma palpitação,
resolvi procurar um doutor, fui divagando pelo caminho…

Lembrei daquele médico que me atendia vestido de branco
e que para mim tinha um pouco de pai, de amigo e de anjo…

O Meu Doutor que curava a minha dor,
não apenas a do meu corpo mas a da minha alma,
que me transmitia paz e calma!

Chegando à recepção do consultório,
fui atendida com uma pergunta:
QUAL O SEU PLANO?
O MEU PLANO?
Ah, o meu plano é viver mais e feliz!
é dar sorrisos, aquecer os que sentem frio
e preencher esse vazio que sinto agora!

Mas a resposta teria que ser outra…
o MEU PLANO DE SAÚDE…
Apresentei o documento do dito cujo
já meio suada, tanto quanto o meu bolso, e aguardei…
Quando fui chamada corri apressada,
ia ser atendida pelo Doutor,
aquele que cura qualquer tipo de dor…

Entrei e o olhei, me surpreendi,
rosto trancado, triste e cansado…
será que ele estava adoentado?
É, quem sabe, talvez gripado
não tinha um semblante alegre,
provavelmente devido à febre…

Dei um sorriso meio de lado e um bom dia…

Sobre a mesa, à sua frente, um computador,
e no seu semblante a sua dor.
O que fizeram com o Doutor?
Quando ouvi a sua voz de repente:
O que a senhora sente?

Como eu gostaria de saber o que ELE estava sentindo…
Parecia mais doente do que eu, a paciente…

Eu? ah! sinto uma dorzinha na barriga e uma palpitação
e esperei a sua reação.
Vai me examinar, escutar a minha voz
auscultar o meu coração…

Para minha surpresa apenas me entregou uma requisição e disse:
peça autorização desses exames para conseguir a realização…

Quando li quase morri…
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA,
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
e CINTILOGRAFIA!?

Ai, meu Deus! que agonia!
Eu só conhecia uma tal de abreugrafia…
Só sabia que ressonar era (dormir),
De magnético eu conhecia um olhar…
E cintilar só o das estrelas!

Estaria eu à beira da morte? de ir para o céu?
Iria morrer assim ao léu?
Naquele instante timidamente pensei em falar:
Terá o senhor uma amostra grátis
de calor humano para aquecer esse meu frio?
Que fazer com essa sensação de vazio?
e observe, Doutor,
o tal Pai da Medicina, o grego Hipócrates, acreditava que
A ARTE DA MEDICINA ESTAVA EM OBSERVAR.

Olhe para mim…
Bem verdade que o juramento dele está ultrapassado!
médico não é sacerdote…
Tem família e todos os problemas inerentes ao ser humano…
Mas, por favor, me olhe, ouça a minha história!
Preciso que o senhor me escute, ausculte
e examine!

Estou sentindo falta de dizer até aquele 33!
Não me abandone assim de uma vez!
Procure os sinais da minha doença e cultive a minha esperança!
Alimente a minha mente e o meu coração…
Me dê, ao menos, uma explicação! O senhor não se informou se eu ando descalça… ando sim!
gosto de pisar na areia e seguir em frente
deixando as minhas pegadas pelas estradas da vida,
estarei errada?
Ou estarei com o verme do amarelão?
Existirá umas gotinhas de solução?
Será que já existe vacina contra o tédio?
Ou não terá remédio?

Que falta o senhor me faz, meu antigo Doutor!

Cadê o Sccoth, aquele da Emulsão?
Que tinha um gosto horrível mas me deixava forte
que nem um Sansão!
E o Elixir? Paregórico e categórico,
E o chazinho de cidreira,
que me deixava a sorrir sem tonteiras?
Será que pensei asneiras?
Ah! meu querido e adoentado Doutor!
Sinto saudades
dos seus ouvidos para me escutar,
das suas mãos para me examinar,
do seu olhar compreensivo e amigo…
do seu pensar…

O seu sorriso que aliviava a minha dor…
Que me dava forças para lutar contra a doença…
e que estimulava a minha saúde e a minha crença…
Sairei daqui para um ataúde?
Preciso viver e ter saúde!
Por favor, me ajude!
Oh! meu Deus, cuide do meu médico e de mim,
caso contrário chegaremos ao fim…

Porque da consulta só restou uma requisição
digitada em um computador
e o olhar vago e cansado do Doutor!

Precisamos urgente dos nossos médicos amigos,
a medicina agoniza…
ouço até os seus gemidos…
Por favor, tragam de volta o meu Doutor!
Estamos todos doentes e sentindo dor…
E peço, para o ser humano, uma receita de calor,
e para o exercício da medicina….. uma prescrição de AMOR!

______________Tatiana Bruscky

PERGUNTAS E RESPOSTAS Why?

“Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”. (Luis Fernando Veríssimo)

Pegando um gancho aqui com o Luis Fernando Veríssimo, para começar a escrever do que não saberemos a resposta. E quem sabe?

Não podemos sequer conjecturar, porque a alma estava doente. Há tempos. As escolhas sempre foram equivocadas, tanto é que a última não pode ser considerada uma escolha e sim, uma falta de saída e uma facada em todos nós.

Não saberemos, acho eu, a gota d’água. Ainda porque sempre transbordou. Não era contida, era visceral. Mas, eu acreditava que fosse mais forte, mas era só uma menininha.

Viver sem a sua presença, não será o problema, porque não convivemos nos últimos 12 anos. Mas sabíamos onde encontrá-la e ela também a nós.

Viver sem a possibilidade da sua presença é a pergunta sem resposta. Por que? Quando foi que tomou a decisão? Qual o nível de solidão, de pressão, de falta de saída que a levaram a tomar essa atitude extrema?

Não poder fazer nada para modificar esse quadro, vai ser nossa dor maior…

Já escrevi anteriormente, Não sou uma chorona sem controle. Não sou carpideira. Não me descabelo à toa. Mas choro.

E, me arrependo de não ter feito mais. De não ter tentado mais. De não ter corrido o risco de continuar levando os nãos pela frente. De não ter tentado resgatá-la. De não ter tentado…

Se só me resta rezar então, rezo, rezarei, para que a infinita Misericórdia de Deus a alcance. É a nossa esperança, nossa fé, o significado, para nós, de Deus.

Imagem de Nossa Senhora de Fátima, chorando.NossaSenhora_de_Fatima_lagrimas

Solidariedade

Como significado, encontramos no dicionário “Dicio” online, por exemplo, o seguinte:

Significado de Solidariedade  

s.f. Característica, particularidade ou estado de solidário.
Jurídico. Acordo através do qual algumas pessoas se sentem obrigadas umas em relação as outras e/ou cada uma (individualmente) em relação as demais.
Sentimento de compadecimento com as dificuldades e/ou sofrimentos de outras pessoas.
Sentimento que consiste na identificação com as misérias alheias; conhecimento do sofrimento daqueles que são pobres.
A demonstração ou a manifestação desse sentimento com o propósito de ajudar; ajuda, amparo ou apoio.
Assistência moral demonstrada a uma pessoa em determinadas situações: depois do jogo, ele manifestou sua solidariedade ao jogador oponente.
Estado de (uma ou mais) pessoas que compartilham de modo igual e entre si as obrigações de um ato, empresa ou negócio e, por sua vez, arcam com as responsabilidades que lhes são particulares; interdependência.
Identificação de pensamentos, ideias, sensações, sentimentos etc.
(Etm. solidário + dade)

Sinônimos de Solidariedade

Sinônimo de solidariedade: ajuda, amparo, apoio, companheirismo e interdependência

Muito lindo. Mas, e na prática?

Vejo em muitas pessoas, que não são ruins, uma dificuldade em agir de acordo com o que pensam e declaram ser. Mas, na hora H, na hora do aperto, na hora em que têm que tomar uma atitude, agir, ficarem inertes. Não se mexem, podendo. Não interferem, quando é exigido. Não se doam, como é o esperado. E, se consideram bons. E, os consideram bons. E até, são bons.

Mas há um desgaste muito grande para se obter a resposta que se espera, espontânea. E, ao final, aquilo que foi conseguido à saca-rolhas, que foi praticamente arrancado da inércia, vira ato de heroísmo e congratulações. O resultado obtido, a consciência aplacada, resta conformar-se, conformar-me.

Mas não sou assim. Sou cobradora. Sou inconformada. Sou ação. Não me comove um ato isolado. Não me comove uma ação tapa-buraco. Não me comove o ator, quando não é seu, o gesto. Quando o gesto é fruto do script para aquela cena.

Obviamente sei que não posso querer que pensem e ajam como eu penso e ajo. Mas, não ajo sempre como quero, e sim, como é preciso e, isso é uma exigência da vida. Quem faz tudo o que quer? Só um tirano, um déspota. E, ainda assim, a vida pode dar as lições que os colocam no lugar, nivelam a condição humana e sem qualquer poder de modificação. Se, ainda assim, não aprendem e, vem com um belo discurso em que se mascaram o seu “eu” verdadeiro, não tenho nenhum sentimento de piedade. Tenho um sentimento de desdém, de raiva e impotência, à frente de seres humanos fracos e covardes.

O meu inconformismo não tem fim. Não posso obrigar ninguém a agir desta ou de outra forma. Posso até respeitar seu direito, mas não me peçam para compreender os que, podendo, não agem para aliviar o sofrimento alheio.

Frases do tipo: “não vou visitar fulano no hospital porque não aguento vê-lo assim sofrendo”… não falem na minha frente.

ou, ” a pessoa nem telefonar para perguntar se precisam de alguma coisa, por medo que cobrem sua presença, ou, pior… peçam dinheiro”, às vezes é tão escancarado que me dá vontade de sair quebrando tudo…. em que momento o dinheiro pode substituir o abraço, o olhar compreensivo, a presença, uma oração em voz alta, um ouvido atento?

Não aparecer para sequer fazer uma troca de plantão, de turno para que alguém possa ir ao banheiro, tomar um banho, dormir, e deixar se sentir sem nenhuma obrigação, porque não tem nada com isso mesmo, é assinar embaixo da mediocridade e mesquinharia.

Já ouvi dizer várias vezes, os que não vão a enterros, velórios, que irão guardar na lembrança, a pessoa, como era, viva. Essa sim, bate o recorde. Nunca, na minha vida, substitui a imagem de alguém que amava, vivo, por tê-lo/tê-la visto morta. E, assim, aplaca-se a consciência e deixam para os fortes, a missão de enterrar seus entes queridos, enquanto os fracos ficam vivendo de “boas lembranças”. Muitos não deixarão tão boas lembranças, e como ficarão? Céus! Não tenho paciência.

Nossas obrigações sociais, não são só festas, comemorações, oba-oba. Velórios, enterros, missas de sétimo dia, visitas aos familiares, fazem parte da lista, que deveria ser ensinada no berçário….

Todos nós, sem exceção, iremos também, portanto, que tal começar a ‘treinar” desde cedo para assim, aceitar mais facilmente a morte, que todos nós fingimos não ter medo.

Obviamente que, num velório, não há necessidade de chegar perto do caixão, vamos combinar…. A presença é para os vivos, Os que precisam de apoio, carinho, compreensão, palavras de encorajamento, dinheiro para o coveiro.

Carapuças, quem as vestir, não me culpe.

Da série: Já estive aqui.

Ontem fomos experimentar os sorvetes da Porto Gelato – gelateria italiana aqui perto de casa.

Não tinha sequer visto essa gelateria e mais, ela já existe desde dezembro….

Magno, Bia, Thais e eu fomos lá e experimentamos os sorvetes.

Gostei muito do limonge e não tanto, do mirtilo. Provei o avocado do Magno. Muitos sabores ainda para conhecer. Vou precisar passar lá algumas vezes.

Mas, enquanto tomava o meu sorvete, fiquei folheando esta revista TOP aí embaixo.

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E o artigo, assinado pelo Fabio Moon, que  entre outras indicações, fala sobre a maravilhosa  Chocolaterie de Jacques Genin.

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Na minha foto, estou filmando o lugar e na minha mesa já está meu mille-feuilles me esperando…

Vitor Ladaga, não dá pra esquecer, dá?

Indicação TOP. Duas vezes.

Jacque Genin

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O poder das palavras

Exames inconclusivos. Não muito bons. E daí? Não temos como fugir do que já se apresenta como o início do fim. Volto a perguntar: E daí?

Exatamente à partir da nossa concepção, nossa realidade é que teremos um fim. Não somos eternos e vivemos correndo riscos. Necessários e desnecessários, flertando com a morte, brincando de esconde-esconde, driblando seus ataques com remédios, cirurgias, dietas, exercícios, meditações, enfim, fugimos do termo final o quanto podemos.

Se temos uma religião, ótimo. Se não temos, muito ruim, afinal de contas não saber o que estamos fazendo aqui pode ser um dilema, mas não esperarmos mais nada, uma total desgraça.

Se ela, a morte, nos espreita todos os dias, melhor ir convivendo com ela. E fazendo uma amizade, afinal de contas, será nossa última visitante.

Esta semana, passei mal. Dores no braço esquerdo, peito, uma sensação estranha. Fui ao Pronto Socorro. Fiz exames de sangue com intervalo de 3 horas para contagem de enzimas para averiguação do coração/enfarto. Fiz eletrocardiograma. Os resultados foram negativos, apesar das dores. Tomei soro com tramal e continuei esquisita. E as dores ainda me perturbam um pouco. Então, o “medo” já se avizinhou por aqui e  me tornei um tanto quanto preocupada com os meus ” excessos”… os mesmos que me fazem feliz. Pode isso? Então vou ter que parar de remar? De nadar? Então, enquanto não faço os exames complementares, vou ficar em stand by. Pra não antecipar nada… né.

Avaliando aqui a realidade: Se não puder mais fazer, serei agradecida por ter ido, tentado, feito, gostado, curtido, aprendido, conhecido gente nova, perdendo um pouco alguns medos. Enquanto ia para o alto mar, sabendo que somos menos do que uma gota no oceano, eu ri, eu  agradeci, eu rezei, eu chorei, chorei, ninguém viu, ninguém precisava ver. Remar é pra frente, Imuá! e, desta forma, não conseguimos olhar pra trás. Vemos as costas de quem está na frente. Quem está na nossa frente, não nos vê…. total garantia… (Nanda, chorei tb por vc…. sinto muita saudade)

Mas também rezei por poder viver e enxergar essa beleza toda. Os medos foram injeções de adrenalina, para poder sentir e passar por essas sensações, emoções. E sei que saí mais feliz, mais poderosa, mais dona do meu nariz, da minha vida.

Se puder voltar, mais agradecida ainda serei. Graças a Deus!

Então, faço um grande esforço para que o poder das palavras seja feito em mim de maneira positiva. Não quero que o medo se aposse do que me restar de vida. O quanto restar. Um dia, um mês, um ano, uma década, duas, três, bom, já estou exagerando né….rs mas do jeito que a D. Dilma está decidindo, uma coisa além da morte, eu já tenho certeza… não vou conseguir me aposentar.

A carteirinha do SESC

Minha história com o SESC de Santos é antiga. Passava por ele, ida e volta, todos os dias. Não podia frequentar, mas ia  ao teatro, com meu pai, ou o levava nas saídas dos passeios e viagens que ele fez por lá. Uma ou outra exposição, quando Maria Emília estava aqui, ela que sempre foi super antenada com a programação das unidades do SESC/SP.

Até que o Mauro, como professor da faculdade Santa Cecília, pôde se inscrever e, de quebra, nós, os pais dele, nos tornamos seus dependentes nesse paraíso. Consegui, por meio de carta ao Gerente Regional, que o Alexandre e o Marcel também pudessem se inscrever como usuários comuns e assim, todos poderiam frequentar a unidade.

Ainda levei um tempinho para frequentar, realmente, a piscina, que é o que mais me atraía. Aqui também, tem um até… até que vi a Margarida, pulando nela. (86 anos de pura disposição)

E de lá pra cá, sempre dou uma passadinha. Quase que diária. Para ler, para nadar, para fazer academia, para hidroginástica, para aulas abertas de alongamento, tai chi, oficinas, teatro, música, orquestras, apresentações, teatro infantil, brinquedoteca com os netos, enfim… tudo o que posso e consigo fazer.

Quando o Mauro foi trabalhar na Santa Casa e nós continuamos seus dependentes, até que esta entidade foi excluída  por não contribuir com o devido. Os trabalhadores da Santa Casa, puderam renovar com o SESC, na categoria MIX, mas os ascendentes não mais puderam se incluídos como dependentes. Então, passei para a categoria usuário, até outubro de 2014.

O SESC, há uns dois anos, numa nova organização, extinguiu a categoria usuário. O termo final para cada associado é  a data da validade da carteira. Venceu, bye bye…

Menus anjos da guarda, Afrânio e Rafael, salva-vidas que fazem a segurança da piscina, me alertaram sobre isso e eu me mantive inscrita na natação, para poder ao menos, usar a piscina. 

Então, em julho do ano passado, eu escrevi ao SESC:

Mensagem original encaminhada 22/07/2014

Frequento o SESC Santos há 15 anos. Primeiro como dependente do meu filho, quando funcionário da Santa Casa e depois, quando houve a quebra do contrato, como usuária comum. Soube que somente continuarão podendo usufruir do SESC, os comerciários. Isso procede? Quem poderá ainda frenquentar as unidades? Porque esse corte? Estou desolada. Vera Helena

E recebi esta resposta aqui:
29/07/2014
Prezada Vera

O Sesc São Paulo agradece seu contato.

As unidades do SESC (Serviço Social do Comércio) no estado de São Paulo estão abertas a toda comunidade, com acesso livre e gratuito.

Tendo como público prioritário o trabalhador no comércio de bens e serviços, o SESC considera que todo o cidadão é bem-vindo, podendo usufruir de inúmeros espaços e diversas atividades como: exposições, biblioteca, internet, programações artísticas, áreas de recreação e convivência.

Para melhor atender à crescente demanda, buscamos uma nova organização para facilitar o ingresso do público em geral nos programas e atividades que apresentam capacidade limitada.

Nesse sentido, todos os usuários já inscritos que frequentam atualmente os cursos físicos esportivos e de desenvolvimento artístico, tais como: ginástica, natação, música e outros, continuarão sendo atendidos.

A participação de novos interessados nos programas e atividades se dará mediante prévia inscrição e disponibilidade de vagas, observando o atendimento do público prioritário.

Esses esclarecimentos reiteram o firme propósito da nossa missão institucional que é proporcionar o bem-estar social e a qualidade de vida de todos aqueles que frequentam as nossas unidades.

Estamos à disposição para mais esclarecimentos.

Atenciosamente,

Sesc Santos

Passei o ultimo final de semana de outubro, dentro da piscina, porque, durante feriados e finais de semana eu não poderia mais entrar.

Bom,  pude fazer uma carteirinha, com a restrição  Central de Atividades e, eles me informaram que se eu quisesse poderia usar o balneário de terça a sexta, por conta desta natação, pagando mensalidade. Obviamente que fiz a inscrição e saí menos mal….Não fiquei sem a piscina. O perigo do suicídio, passou…rs

Então, de repente, domingo passado, dia 12/07,  Marcel me questiona se ele pode se inscrever, já que há pouco tempo modificou sua condição de trabalho no escritório e, optou por ser registrado. E, lá vou eu, na terça-feira, com a missão dada. Missão dada, missão cumprida. Kátia me diz que sim, incluindo euzinha como dependente de novo….

Não sosseguei até o Marcel chegar e eu sair com esse presente aqui: CREDENCIAL PLENA. O perigo do suicídio já havia passado e agora, o perigo de sequestrar alguém para ficar com a credencial também acabou…rs
  
E hoje, com esse sol maravilhoso aí fora, fui pra piscina. Tranquila, linda, vazia, temperatura agradável, enfim…. feicidade.