Tristeza.

Então me perguntam se estou triste?

Irremediavelmente triste. Inconsolavelmente triste.

Triste, triste, tristíssima.

Porque?

Não consigo escrever o porquê.

Não sei se enumero, se coloco em ordem alfabética, ou em ordem de intensidade de sentimento.

Ou por ter que desistir de algumas coisas para poder ter outras, sendo que não quero desistir…

ou por tamanho da dor, ou se pelo tamanho da decepção.

Se por tempo de tristeza, se por qualidade de tristeza ou se por raiva de a estar sentindo.

Se posso tomar esta ou aquela atitude para acabar com ela.

Se, tomando-a, não acabo também com outros sentimentos.

Se corro o risco de matá-la e com ela, a esperança.

Então me perguntam se estou triste.

Estou.

Tristeeza, por favor, vá embora!

Minha alma que choora…. 

Está vendo o meu fim.

Lala, laralara…
Quero, de novo, cantar
Tristeza, por favor, vá embora
Minha alma que chora, está vendo o meu fim
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero, de novo, cantar
Laiara…

Link: http://www.vagalume.com.br/elis-regina/tristeza.html#ixzz3p0tqWOoo

PERGUNTAS E RESPOSTAS Why?

“Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”. (Luis Fernando Veríssimo)

Pegando um gancho aqui com o Luis Fernando Veríssimo, para começar a escrever do que não saberemos a resposta. E quem sabe?

Não podemos sequer conjecturar, porque a alma estava doente. Há tempos. As escolhas sempre foram equivocadas, tanto é que a última não pode ser considerada uma escolha e sim, uma falta de saída e uma facada em todos nós.

Não saberemos, acho eu, a gota d’água. Ainda porque sempre transbordou. Não era contida, era visceral. Mas, eu acreditava que fosse mais forte, mas era só uma menininha.

Viver sem a sua presença, não será o problema, porque não convivemos nos últimos 12 anos. Mas sabíamos onde encontrá-la e ela também a nós.

Viver sem a possibilidade da sua presença é a pergunta sem resposta. Por que? Quando foi que tomou a decisão? Qual o nível de solidão, de pressão, de falta de saída que a levaram a tomar essa atitude extrema?

Não poder fazer nada para modificar esse quadro, vai ser nossa dor maior…

Já escrevi anteriormente, Não sou uma chorona sem controle. Não sou carpideira. Não me descabelo à toa. Mas choro.

E, me arrependo de não ter feito mais. De não ter tentado mais. De não ter corrido o risco de continuar levando os nãos pela frente. De não ter tentado resgatá-la. De não ter tentado…

Se só me resta rezar então, rezo, rezarei, para que a infinita Misericórdia de Deus a alcance. É a nossa esperança, nossa fé, o significado, para nós, de Deus.

Imagem de Nossa Senhora de Fátima, chorando.NossaSenhora_de_Fatima_lagrimas