Considerações – missa e posições do nosso corpo

POSIÇÕES DO CORPO
Os gestos são importantes na liturgia. Nosso corpo também “fala” através dos gestos e atitudes. Durante toda a celebração litúrgica nos gesticulamos, expressando um louvor visível não só a Deus, mas também a todos os homens.
Quando estamos sentados, ficamos em uma posição confortável que favorece a catequese, pois nos dá a satisfação de ouvir evitando o cansaço; também ajuda a meditar sobre a Palavra que está sendo recebida.
Quando ficamos de pé, demonstramos respeito e consideração, indicando prontidão e disposição para obedecer.
Quando nos ajoelhamos ou inclinamos durante a missa, declaramos a nossa adoração sincera a Deus todo-poderoso, indicando homenagem e, principalmente, total submissão a Ele e à sua vontade.
Ao juntarmos as mãos, mostramos confiança e fé em Deus. 

A Estrutura da Liturgia Eucarística
A estrutura fundamental que se conservou ao longo dos séculos até aos nossos dias, desdobra-se em dois grandes momentos que formam uma unidade básica:
 
1. A Liturgia da Palavra
 
2. A Liturgia Eucarística
Liturgia da Palavra e Liturgia Eucarística constituem juntas “um só e mesmo ato de culto”, com efeito, a mesa preparada para nós na Eucaristia é ao mesmo tempo a da Palavra de Deus e a do Corpo do Senhor. (CIC 1347)
Estrutura da Liturgia Eucarística – Completa

Ritos Iniciais
• Canto de Entrada
• Saudação
• Ato Penitencial
• (Kyrie, eleison – Senhor Tende piedade)
• Glória
• Oração (Coleta)
 
Liturgia da Palavra
• 1ª Leitura
• Salmo
• 2ª Leitura
• Evangelho
• Homilia
• Oração Universal (Profissão de Fé)
 
Liturgia Eucarística
• Preparação das Oferendas
• Lavabo
• Oração sobre as Oferendas
• Oração Eucarística
• Prefácio
• Epiclese
• Narrativa da Ceia
• Anamnese
• Oblação
• Intercessões
• Doxologia Final
• Comunhão
• Pai Nosso
• Rito da Paz
• Fração do Pão
• Procissão para a Comunhão
• Oração depois da Comunhão
 
 Ritos Finais
• Avisos
• Benção
• Despedida

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Livro da Sabedoria- cap. 13 1-10 simples assim. 

(Sb 13,0-9) “SABEDORIA – Cap. 13
1.De fato, são vãs por natureza todas essas pessoas nas quais não há o conhecimento de Deus. Porquanto, partindo dos bens visíveis, não foram capazes de conhecer Aquele que é; nem tampouco, pela consideração das obras, chegaram a conhecer o Artífice. 2.Entretanto, tomaram por deuses, por governadores do mundo, o fogo ou o vento, ou o ar fugidio, o ciclo das estrelas, a água impetuosa, os luzeiros do dia. 3.Se, encantados por sua beleza, tomaram essas criaturas por deuses, reconheçam quanto o seu Dominador é maior do que elas: pois foi o Princípio e Autor da beleza quem as criou. 4.Se ficaram maravilhados com o poder e a energia dessas criaturas, concluam daí quanto mais poderoso é aquele que as fez. 5.De fato, partindo da grandeza e beleza das criaturas, pode-se chegar a ver, por analogia, o seu Criador. 6.Contudo, estes merecem menor repreensão: talvez se tenham extraviado procurando a Deus e querendo encontrá-lo. 7.Com efeito, vivendo entre as obras dele, põem-se a procurá-lo, mas se deixam levar pela aparência, pois são belas as coisas que se veem! 8.Mesmo assim, nem estes têm desculpa: 9.porque, se chegaram a tão vasta ciência Sb 13,9-10) “não encontraram mais facilmente o seu Senhor? 10.Infelizes, porém — e sua esperança está em coisas mortas! — os que chamaram deuses às obras das mãos humanas, ouro e prata, invenções da arte, figuras de animais, ou uma pedra sem valor, lavrada em tempos antigos”

Tristeza.

Então me perguntam se estou triste?

Irremediavelmente triste. Inconsolavelmente triste.

Triste, triste, tristíssima.

Porque?

Não consigo escrever o porquê.

Não sei se enumero, se coloco em ordem alfabética, ou em ordem de intensidade de sentimento.

Ou por ter que desistir de algumas coisas para poder ter outras, sendo que não quero desistir…

ou por tamanho da dor, ou se pelo tamanho da decepção.

Se por tempo de tristeza, se por qualidade de tristeza ou se por raiva de a estar sentindo.

Se posso tomar esta ou aquela atitude para acabar com ela.

Se, tomando-a, não acabo também com outros sentimentos.

Se corro o risco de matá-la e com ela, a esperança.

Então me perguntam se estou triste.

Estou.

Tristeeza, por favor, vá embora!

Minha alma que choora…. 

Está vendo o meu fim.

Lala, laralara…
Quero, de novo, cantar
Tristeza, por favor, vá embora
Minha alma que chora, está vendo o meu fim
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero, de novo, cantar
Laiara…

Link: http://www.vagalume.com.br/elis-regina/tristeza.html#ixzz3p0tqWOoo

PERGUNTAS E RESPOSTAS Why?

“Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”. (Luis Fernando Veríssimo)

Pegando um gancho aqui com o Luis Fernando Veríssimo, para começar a escrever do que não saberemos a resposta. E quem sabe?

Não podemos sequer conjecturar, porque a alma estava doente. Há tempos. As escolhas sempre foram equivocadas, tanto é que a última não pode ser considerada uma escolha e sim, uma falta de saída e uma facada em todos nós.

Não saberemos, acho eu, a gota d’água. Ainda porque sempre transbordou. Não era contida, era visceral. Mas, eu acreditava que fosse mais forte, mas era só uma menininha.

Viver sem a sua presença, não será o problema, porque não convivemos nos últimos 12 anos. Mas sabíamos onde encontrá-la e ela também a nós.

Viver sem a possibilidade da sua presença é a pergunta sem resposta. Por que? Quando foi que tomou a decisão? Qual o nível de solidão, de pressão, de falta de saída que a levaram a tomar essa atitude extrema?

Não poder fazer nada para modificar esse quadro, vai ser nossa dor maior…

Já escrevi anteriormente, Não sou uma chorona sem controle. Não sou carpideira. Não me descabelo à toa. Mas choro.

E, me arrependo de não ter feito mais. De não ter tentado mais. De não ter corrido o risco de continuar levando os nãos pela frente. De não ter tentado resgatá-la. De não ter tentado…

Se só me resta rezar então, rezo, rezarei, para que a infinita Misericórdia de Deus a alcance. É a nossa esperança, nossa fé, o significado, para nós, de Deus.

Imagem de Nossa Senhora de Fátima, chorando.NossaSenhora_de_Fatima_lagrimas

Não me peçam para não chorar.

Não sou uma chorona sem controle. Não sou carpideira. Não me descabelo à toa. Mas choro.

Escrever ou não? Escrever sobre a Fernanda Nascimento, que nos deixou há dois dias é uma decisão difícil. Mas, ela também desabafava e expunha sua vida, escrevendo. Com seu exemplo de luta, de guerreira que não se abateu até o último instante, não pode simplesmente desaparecer. Escrevo, então, para homenagear essa linda menina, para que meu ciclo, em relação à ela possa ser fechado, sem que me sinta em falta com ela.

Não sou uma chorona sem controle. Não sou carpideira. Não me descabelo à toa. Mas choro. Em casamentos, em missas, ouvindo algum discurso, uma música, cantando junto, ou só lembrando. Mas não sou uma chorona sem controle. Não sou carpideira. Não me descabelo à toa.

Choro de saudade, de tristeza, de lembrar, de reviver.

Choro, inclusive, até em velórios. Pouco. Muito pouco. Mais por constrangimento do que por falta de sentimento. Só não quero ouvir frases do tipo: Não chore. Choro. O choro é meu. Não sou uma chorona sem controle. Não sou carpideira. Não me descabelo à toa.

Não existe consolação, palavra de conforto, esperança, certeza do encontro com Deus, certeza que foi o melhor, ou sua missão terminou, que me impeçam de chorar. Não sou uma chorona sem controle. Não sou carpideira. Não me descabelo à toa.

Como poderia evitar o choro, sincero, de tristeza, saudade, de lamentar a morte de uma pessoa jovem? Não precisaria sequer, conhecê-la, para lamentar.

Mas conhecia. E amava. Assim como todos os que a conheciam. Ela é unanimidade.

nanda

https://www.facebook.com/fernanda.nascimento2?pnref=story

Quem se lembrará dela, se não for sorrindo, intensa, cheia de vida, tão ela mesma?

Certo também que uma pessoa assim só pode ser amada intensamente. Amigos, pais, marido, sogra, cunhados, irmã, sobrinhos, todos nós, aqui, nos sentindo um pouco sós. Cansados, tristes. Mas ainda assim, unidos em torno de uma vida que se foi, mas que todos nós consideramos um privilégio termos participado de sua convivência.

Fernanda quebrou ontem um pacto que tinha feito comigo. Reclamei sobre isso, inclusive com sua mãe. Tínhamos combinado que ela me daria banho na velhice, mesmo não sendo mais minha nora. Claro também, que ela já havia me contado que tinha providenciado uma banheira: bem larga e bem funda, dando uma grande gargalhada. Exatamente, não sei bem o que ela pretendia… Mas ela se foi e eu não poderei cobrar esse cuidado. Mas terei outros, com certeza, vindo em forma das boas lembranças e da saudade que insistirá em bater à minha porta e que eu vou deixar entrar e reviver, chorar, até que ela vá passando, vá se transformando. E assim passarão os dias. Os meus, os seus, os nossos. Um dia nos encontraremos, tenho certeza, assim como tenho certeza que reencontrarei todos os meus queridos que já partiram antes de mim. Ô gente apressada…

Não me peçam para não chorar.

Não me cobrem se me virem chorando.

Não sou uma chorona sem controle. Não sou carpideira. Não me descabelo à toa.

A vida continua. E somos obrigados a nos curvar diante do que não compreendemos. Também somos obrigados então, a entender que a vida passa rápido e que perdemos tempo com muita bobagem, com mágoas infantis, com desejos desnecessários, com vaidade exacerbada, com o acúmulo de riqueza material, com a falta de caridade, com brigas e disputas idiotas.

Faço então, um pacto novo com você Fernanda… De jamais me esquecer de seu sorriso, de sua alegria e de manter seu exemplo, como meta a ser alcançada, de não perder a esperança, muito menos a Fé em Deus.

Não sou uma chorona sem controle. Não sou carpideira. Não me descabelo à toa. Mas choro. O choro é meu.

Minhas orações por você, só mudarão de lado.

Fique com Deus. Paz e Bem. Até um dia.