Atualização um pouco desatualizada….

O dia começou com o carro não pegando. Então, correndo risco de vida (exagero), entrei em casa e, protegida pela porta do nosso quarto, pedi pro Magno me levar à missa. Faltava só 15 minutos…. (6h45)

Ele foi me levar e também me buscar. Deixei Suely sem carona…. Mas, avisei em tempo e, ela me chamou para ir tomar café e, já me esperava no D. Domitila. (Pertinho dos fóruns)

Segundo minha colega e amiga, (seu comentário no facebook foi este) Eliane Prado…. “Coisa feia fazendo fusquinha Dra.Vera Helena Vianna Nascimento“…. 

O que não é verdade… só porque fico com invejinha a semana toda, ela não pode ficar afirmando que estava fazendo de propósito…

su e eu

E, depois de tomarmos café, fomos para a OAB/Santos, para assistir o III Workshop de Direito de Família – Planejamento Patrimonial Familiar e Sucessório.

Dras. Eliane e Delcirene também foram. Será que era fusquinha pra mim? 

Eliane e Del

O Direito, dinâmico como é, não nos deixa alternativa. Estudar sempre e sempre. E ainda assim, não ficar por dentro de tudo, em tempo. 

Em tempo de levar um susto, com prazos modificados, com conceitos ampliados, com definições não tão definidas assim….

Tirando o atraso do início, praxe nesses eventos…  (o que deveria ser modificado….) e o exagero também nos elogios e apresentações dos palestrantes e componentes da mesa, particularmente gostei muito dos temas e apresentações.

Como moderador, o Dr. DR NELSON SUSSUMU SHIKICIMA. A Dra. DRA. KATIA BOULOS não pôde comparecer –

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Oficina de Estamparia Contemporânea – seda

Passo a passo

Demarcar no papel  a localização do vidro e do bastidor. 
Preparação da tinta com espessante.

Depositar as tintas preparadas e trabalhar com materiais diversos, tais como espátula, pincéis, palitos, dedos.

 

Depois de terminado o desenho, posicionar o bastidor e descer. (De uma vez e com fé….rsrsrsrs )

   
O desenho passando para a seda. 

 
A expressão de contentamento da Marilucia ficou uma graça.   

  
  
  
 Ainda poderia ser utilizado mais uma vez, ou trabalhado novamente no vidro. 
   
    
    
    
    
    
    
    
    
   

Bolsa pronta – da estampagem à confecção.

A proposta foi estampar o tecido (algodão cru), depois de preparado, lavado, tirada toda a goma, sem qualquer adição de amanciante  etc e pintá-lo com os carimbos esculpidos em legumes. A escolha da maioria, foi a batata.

Estampado o tecido, dividido para os alunos, fiz a bolsa utilizando as técnicas de patchwork, como quilt de máquina, forração, colocação de mosquetão e fechos imantados.

Alças prontas. Reforço em cruz.

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Camisetas- unindo técnicas. Aqui Shibori -makiage.

A proposta foi usar a técnica shibori-makiage.

Shibori-makiage – uma técnica milenar de tingimento com reserva de tecido baseada em costuras e amarrações. Ponto de partida para referência: formas de frutas brasileiras.

Levei duas camisetas. Uma, comprei para a aula e outra, já fez alguns aniversários e eu não usava faz tempo.

A minha fruta foi o umbu. Como é uma fruta pequena, de caroço grande, fiz um molde bem grosseiro de um umbu cortado ao meio.

http://viajeaqui.abril.com.br/materias/umbu-fruta-de-resistencia 

E, risquei a camiseta branca na barra, na lateral esquerda e dispus alguns umbus para alinhavar.

Abaixo, o varal com as criações da turma.

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A vermelha é minha também. Fiz os alinhavos à volta da aplicação que já existia e Maria Cecília Herculano fez os outros alinhavos para mim. Ficou muito boa também.
image image image image image Continuar lendo “Camisetas- unindo técnicas. Aqui Shibori -makiage.”

Cora Coralina ” sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.”

Desde sempre, detestei a palavra velho ou velha para me referir a alguém que já tivesse passado dos… 30, 40, 50, 60, ou seja, dependendo de quantos anos eu tivesse na época. Mas não chamo/chamei ninguém assim até hoje. E, se me referir, será sempre falando que não gosto. E, quanto à mim, não aceito, não admito que me chamem de velha. Penso que se aceitarmos que nos chamem com esses adjetivos, eles grudam na nossa pele, e cada vez mais nos sentiremos assim, velhos, cansados, fora de moda, etc etc e etc.

Meus filhos não falavam essa palavra porque eu não deixava. Dizia aquele senhor, aquela senhora, para que assim se referissem à pessoas que considerassem velhas, afinal meus pais, depois meus sogros moraram conosco e eles eram velhos. Dá para aceitar ouvir pejorativamente seus netos se referirem à outras pessoas como velhos e velhas sem lembrar dos avós aqui em casa?

Mas, cada dia mais vejo a falta de respeito com as pessoas que já passaram dos 70, 80 e que lutam para serem enxergados pelos seus filhos, familiares, vizinhos, sistema de saúde, etc… A única coisa que me consola é que, envelhecerão tb… Aguardemos.

Uma vez, um repórter perguntou à poeta Cora Coralina o que é viver bem. Ela lhe disse: cora coralina

“Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo pra você, não pense.
Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo.
Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser.
Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.”