Saquinhos para miudezas.

DSC03619

A idéia estava na cabeça há mais de uma semana, mas a confecção só conseguiu acompanhar hoje….

Aqui, a sinhaninha azul e branca, faz parte dos materiais que foram da minha sogra, D. Deise.

Entre as várias técnicas de estamparia, fizemos este tecidinho aqui. Dobramos o tecido, como se dobra uma bandeira.

IMG_3633-0IMG_3632-0

IMG_3690-0
No mesmo formato triangular, Marilucia nos ensinou a prensar entre dois pedaços de mdf, presos com um grampo.

IMG_3689

Com ele, fiz este saquinho aqui, que terá uma missão… guardar um outro artesanato que estou preparando….. (brinquedos, toys, jouets)

Bolsa pronta – da estampagem à confecção.

A proposta foi estampar o tecido (algodão cru), depois de preparado, lavado, tirada toda a goma, sem qualquer adição de amanciante  etc e pintá-lo com os carimbos esculpidos em legumes. A escolha da maioria, foi a batata.

Estampado o tecido, dividido para os alunos, fiz a bolsa utilizando as técnicas de patchwork, como quilt de máquina, forração, colocação de mosquetão e fechos imantados.

Alças prontas. Reforço em cruz.

IMG_3589 IMG_3597 IMG_3601-0

  
  
  

bolsa terminada2 DSC03610 bolsa terminada1

bolsa pronta bolsa pronta1

Camisetas- unindo técnicas. Aqui Shibori -makiage.

A proposta foi usar a técnica shibori-makiage.

Shibori-makiage – uma técnica milenar de tingimento com reserva de tecido baseada em costuras e amarrações. Ponto de partida para referência: formas de frutas brasileiras.

Levei duas camisetas. Uma, comprei para a aula e outra, já fez alguns aniversários e eu não usava faz tempo.

A minha fruta foi o umbu. Como é uma fruta pequena, de caroço grande, fiz um molde bem grosseiro de um umbu cortado ao meio.

http://viajeaqui.abril.com.br/materias/umbu-fruta-de-resistencia 

E, risquei a camiseta branca na barra, na lateral esquerda e dispus alguns umbus para alinhavar.

Abaixo, o varal com as criações da turma.

image
A vermelha é minha também. Fiz os alinhavos à volta da aplicação que já existia e Maria Cecília Herculano fez os outros alinhavos para mim. Ficou muito boa também.
image image image image image Continuar lendo “Camisetas- unindo técnicas. Aqui Shibori -makiage.”

Novo arranjo.

Projetos. Acho que tenho uns mil perambulando na minha cabeça, e a prioridade é aquele que der certo primeiro…

Tenho caixinhas com tsurus de todos os tamanhos, guardadas.

caixinha

E, vontade de fazer arranjos com eles. Sempre. O psicólogo teria vasto material para analisar, se eu quisesse ser analisada….

Como tenho tendência a não jogar nada fora e sou bagunceira nata também, é um grande risco andar por aí, vendo tanta possibilidade…. De folhas de palmeira a galhos, de papéis à caixas de embalagem, tudo é probabilidade….

Esta semana, depois da missa das 7h00, eu já havia observado vários arranjos florais que dali a pouco iriam pro lixo…. e, para meu sofrimento, presenciei o Frei Eduardo desmanchando e jogando fora, enquanto rezávamos o terço.

Eu havia tirado foto de Nossa Senhora um pouco antes e quando acabamos de rezar faltava somente tirarem o galho que estava atrás dessa imagem . Pensei, ele é meu.

Nossa Senhora

Pedi para o Frei Eduardo que gentilmente me deu. Trouxe pra casa e hoje, e montei este arranjo:

Arranjo

A base de cerâmica, foi presente da Neuza, corretora da Portoseguro, Nova Vitória, numa oficina  de Ikebana. A agÊncia nos brindou com uma oficina de arranjos, na primeira comemoração do dia internacional da mulher quando eu fui nomeada coordenadora da Comissão de Mulher Advogada de Santos. Estava lá, vazia.

E aqui está a minha obra prima.

Arranjo1

Se Pigmaleão disse para a sua estátua: –Parla!

Eu digo para meus tsurus: –“Voem”!

Arranjo2 arranjo4

Aqui a história de Pigmaleão: http://eventosmitologiagrega.blogspot.com.br/2011/07/pigmaleao-e-profecia-auto-realizavel.html

Cesta para Amanda

As pessoas que sabem que gosto de artesanato, pensam que sei tudo e que saberei desenvolver um projeto assim, com um estalar de dedos.

Geralmente, acertam…rs

Faz um tempinho, Genny me disse que a empregada das primas vai ter bebê e que elas tinham uma cesta que queriam preparar para dar para ela. Conclusão, a cesta veio pra cá para que eu fizesse o projeto.

Acontece que eu nunca fiz nada parecido.

Fiquei olhando o material que tinha em casa, fitas, bordado inglês, manta acrílica, e saí pra comprar piquê que acho o melhor tecido para coisas de bebês.

Levei a cesta para o atelier da Suely Azevedo, na aula de quinta-feira e saí de lá com o projeto feito por ela, já engatilhado.

E terminei domingo. Parece que Amanda já está chegando, então, vou entregar hoje pra elas.

Voilá!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Da bagunça ao atelier arrumadinho

Fato: Nada vai pro lugar se você não levar…

Nada muda, se você não mudar.

A reforma do quartinho foi feita. O que não queríamos mais, foi embora. – quase tudo-  porque ainda tem algumas coisas que não consegui dar fim.

Fui mudando de lugar as estantes, Thais me devolveu uma estante do meu primeiro escritório, meu sogro me deu a máquina de costura da minha sogra (eu tenho uma portátil, nova, mas a dela é pau-pra-toda-obra).

E, até o armarinho de remédios do consultório do meu pai, voltou pra mim. Quando minha mãe morreu,  José Eduardo e Kiko, meus primos pediram que eu vendesse o armarinho para o consultório deles – Ambos, cirurgiões plásticos. Eu não quis vender e doei para eles. Brinquei que, um dia, mais tarde, se eu quisesse fazer algum “reparo” rs ficaria por conta do armarinho….rs

Mas, além de ser patife de carteirinha, José Eduardo faleceu em 2000, e Kiko, agora, em agosto. Tia Lourdes, que ficou viúva há dois, e que antes tinha perdido também sua filha Thais;: está sozinha e, não quis se defazer de tudo, aleatoriamente.

Juntamente com o armarinho, mandou pra mim e pra minha irmã, muitas coisas lindas. De móveis à louça, de enfeites de Natal à televisão. Vamos cuidar com carinho de tudo o que ela doou em momento de tanta tristeza.

O armarinho vai ficar comigo.

Adoro as caixas para organizar o material de artesanato. Ainda vou comprar outras pra deixar tudo arrumadinho.

 

 

 

 

 

O atelier está ficando bem funcional.

Os dois bordados em cruz, foram feitos por mim, quando eu era bem pequena. Primeiros trabalhos que minha mãe guardava. Lavei, passei uma mão de termolina leitosa, recortei do tamanho do centro e eles estão agora, num lugar de honra.

Arrumações

Que dificuldade arrumar o quartinho dos fundos. Lá foram guardados, empilhados, despejados tudo aquilo que não queríamos mexer. Mas agora, antes que chamem a saúde pública, que comecem a achar que o mal cheiro vem de lá….. eu achei melhor tomar a frente e limpar a área.

É verdade que a bagunça maior é minha. Com as mudanças de escritório, desfazimento de sociedades porque minhas colegas passaram em concurso, casaram e resolveram não mais advogar, tudo o que é pasta, arquivo morto, petições e documentos antigos ficou como herança. Maldita, mas herança….

Mas há mais de um mês o quartinho vem sendo paulatinamente esvaziado dessas tralhas. Valdir pintou, Magno aceitou retirar os móveis que não quero mais manter, o computador antigo, ainda que funcione em rede e, bem, não mais nos levou lá pra trás. Todo mundo usa notebooks, e outros aparelhos mais modernos e ele ficou lá, tomando pó. Agora, já tem  destino certo, a casa da Yara, pra substituir seu anterior, que irá pro Victor, seu netinho.

Fora as CPU´s do Magno que insistia em manter lá para uma eventualidade. Não descobri qual, e ele acabou se desfazendo delas.

Rasguei papel hoje. Muito. Uma liberdade sem fim! Ufa! chega!

Ainda assim, falta muita coisa. Mas já vejo uma luz no fim do túnel, ou melhor, no fim do quartinho, que está ficando com uma cara boa. Quem sabe até passo a usar como atelier, um sonho acalentado há anos.