O gancho

Não.
Não é o Capitão Gancho.
É simplesmente um gancho de plástico de uns 10 cm.

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Comprei, aconselhada por minha amiga Regina Helena Figueiredo, para pendurar, na canoa, a garrafinha d´água.

Primeiro dia de uso, ótimo. Serviu muito bem à finalidade proposta. Minha garrafinha, apesar de passear pelo espaço onde o gancho podia se mexer, ficou à mão, não ficou no chão e não caiu. Também pude pendurar outras coisas junto, como meu óculos de natação.

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O terceiro vou levar para o escritório. Às vezes quero pendurar uma roupa, uma bolsa no banheiro, ou fios de algum equipamento, como carregadores e máquina fotográfica e não tenho como. Vou experimentar.

Depois, quando fui arrumar minha mochila para levar para a natação no SESC, tive a ideia de levar o outro gancho para colocar na porta do chuveiro.

Deu super certo. Não precisei ficar “tomando” conta das minhas coisas, um olho no chuveiro e outro na mochila ou nas minhas roupas, no banco.

Não molhou nadinha. Enfim, já fará parte dos meus equipamentos indispensáveis.

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Como posso focar?

Sentada aqui, no computador do quarto, olho em volta e não sei por onde começar. O certo, seria parar aqui e dar um jeito, uma solução.

Levantando os olhos, vejo um quadrinho de rosas em origami que preciso dar o destaque devido. Uma pintura em acrílico e  uma outra  desconstrução que também preciso pendurar.

Um envelope que fiz para embrulhar um presente que foi entregue em outra embalagem. Ele é grande e faz volume.

Olho pra esquerda e dou de cara com meu violão, no seu pedestal, de onde eu posso tirar e tocar sem me levantar daqui. O apoio para o pé, está ao alcance. Do pé.

Um pouco mais à esquerda, minha bagunça deste mês. Duas caixas organizadoras, grandes, com os novos brinquedinhos, que é como Magno chama meus acessórios para artesanato.

Daniele veio dos EUA e me trouxe as encomendas escolhidas a dedo. Incluíndo, dedais.

Tem placas para fazer texturas, e eu comprei então duas caixas de lápis de cor e cera, para incentivar os nenês.

Tem régua flexível, e ferrinho de passar as costurinhas de patchwork. (Não posso esquecer que é 110V e aqui, 220V)

Melhor deixar bem longe do alcance do Marcel, filho craque em queimar aparelhos de voltagem diferente da de casa….

Os acessórios precisam ser testados. Porisso, à essas caixas, estão duas outras, com papéis cortados e recortados para ver como fica. Tem corações de um milímetro.

Ah! Tem as petições para arquivar. Mas, falta concentração.

Então, decidi por onde começar, agora. Vou dormir mais cedo, porque amanhã é domingo, missa e piscina o foco escolhido.

Da bagunça ao atelier arrumadinho

Fato: Nada vai pro lugar se você não levar…

Nada muda, se você não mudar.

A reforma do quartinho foi feita. O que não queríamos mais, foi embora. – quase tudo-  porque ainda tem algumas coisas que não consegui dar fim.

Fui mudando de lugar as estantes, Thais me devolveu uma estante do meu primeiro escritório, meu sogro me deu a máquina de costura da minha sogra (eu tenho uma portátil, nova, mas a dela é pau-pra-toda-obra).

E, até o armarinho de remédios do consultório do meu pai, voltou pra mim. Quando minha mãe morreu,  José Eduardo e Kiko, meus primos pediram que eu vendesse o armarinho para o consultório deles – Ambos, cirurgiões plásticos. Eu não quis vender e doei para eles. Brinquei que, um dia, mais tarde, se eu quisesse fazer algum “reparo” rs ficaria por conta do armarinho….rs

Mas, além de ser patife de carteirinha, José Eduardo faleceu em 2000, e Kiko, agora, em agosto. Tia Lourdes, que ficou viúva há dois, e que antes tinha perdido também sua filha Thais;: está sozinha e, não quis se defazer de tudo, aleatoriamente.

Juntamente com o armarinho, mandou pra mim e pra minha irmã, muitas coisas lindas. De móveis à louça, de enfeites de Natal à televisão. Vamos cuidar com carinho de tudo o que ela doou em momento de tanta tristeza.

O armarinho vai ficar comigo.

Adoro as caixas para organizar o material de artesanato. Ainda vou comprar outras pra deixar tudo arrumadinho.

 

 

 

 

 

O atelier está ficando bem funcional.

Os dois bordados em cruz, foram feitos por mim, quando eu era bem pequena. Primeiros trabalhos que minha mãe guardava. Lavei, passei uma mão de termolina leitosa, recortei do tamanho do centro e eles estão agora, num lugar de honra.

Arrumações

Que dificuldade arrumar o quartinho dos fundos. Lá foram guardados, empilhados, despejados tudo aquilo que não queríamos mexer. Mas agora, antes que chamem a saúde pública, que comecem a achar que o mal cheiro vem de lá….. eu achei melhor tomar a frente e limpar a área.

É verdade que a bagunça maior é minha. Com as mudanças de escritório, desfazimento de sociedades porque minhas colegas passaram em concurso, casaram e resolveram não mais advogar, tudo o que é pasta, arquivo morto, petições e documentos antigos ficou como herança. Maldita, mas herança….

Mas há mais de um mês o quartinho vem sendo paulatinamente esvaziado dessas tralhas. Valdir pintou, Magno aceitou retirar os móveis que não quero mais manter, o computador antigo, ainda que funcione em rede e, bem, não mais nos levou lá pra trás. Todo mundo usa notebooks, e outros aparelhos mais modernos e ele ficou lá, tomando pó. Agora, já tem  destino certo, a casa da Yara, pra substituir seu anterior, que irá pro Victor, seu netinho.

Fora as CPU´s do Magno que insistia em manter lá para uma eventualidade. Não descobri qual, e ele acabou se desfazendo delas.

Rasguei papel hoje. Muito. Uma liberdade sem fim! Ufa! chega!

Ainda assim, falta muita coisa. Mas já vejo uma luz no fim do túnel, ou melhor, no fim do quartinho, que está ficando com uma cara boa. Quem sabe até passo a usar como atelier, um sonho acalentado há anos.