Para o que serve o dinheiro? Luiz Alca de Sant’ Anna.

Este texto, foi escrito pelo Luiz Alca de Sant’ Anna, publicado no Jornal A tribuna de Santos, nesta data.


Para o que serve o dinheiro?

Um amigo contou-me que na entrevista na área de recursos

humanos que seu jovem filho engenheiro fez ao pleitear uma
determinada função, a única pergunta feita foi: “Quais as funções
que o dinheiro pode ter além dos fatores aquisição, conforto,
status?”
Não podendo citar nada daquilo que o dinheiro geralmente
confere às pessoas, o cara ficou tenso, passou a se confundir e não
conseguiu responder, julgando-se vítima de uma pegadinha.
Se fôssemos enveredar pela ética comportamental, não consi
derando, é claro, o cenário político, administrativo e, algumas
vezes, empresarial deste país, seria muito fácil responder. O
dinheiro serve justamente para que as pessoas possam desempe
nhar funções bonitas e dignas muito além da compra, da satisfação
pessoal e mesmo da independência econômica, ainda que isso seja
da maior importância.
Sempre afirmei que o bom de ter dinheiro, de possuir uma folga
financeira ultrapassando a vital sobrevivência e a cobertura das
necessidades básicas é, além dos prazeres, das viagens e das
extravagâncias sem culpa, poder praticar atitudes generosas,
solidárias e elegantes.
Como poder proporcionar o melhor aos amigos, convidando-os
para uma festa ou qualquer outro programa de lazer, como já
dissemos aqui, ou ajudar a quem precisa nas horas complicadas de
suas noites escuras. Ou contribuir para a benemerência, quer com
um patrocínio, quer com a colaboração direta, alegrando a
existência daqueles para quem tão pouco representa tanto, muitas
vezes, o essencial.
Há muitas atitudes elegantes que podem ser exercidas com o
dinheiro, ainda que muitos milionários as desconheçam. Já vi
muitas pessoas que, ao perceber que uma amiga não poderia pagar
o convite para uma festa, ofereceu-lhe, alegando que ela lhe faria
um favor se a acompanhasse para não ir sozinha, ou pagar a
mensalidade de um curso para alguém muito interessado em
fazê-lo e sem condições, sem que a outra soubesse e exigindo sigilo.
Recentemente, num leilão paulistano, um senhor, reconhe
cendo uma obra de arte muito estimada de um amigo que
passava sérias dificuldades financeiras, comprou-o num lance
bastante representativo e, no dia seguinte, enviou-o de volta
ao antigo dono com um bilhete carinhoso, ainda pedindo
desculpas pelo ato, preocupado com a invasão. Há muitas
coisas bonitas e boas que se pode fazer com o dinheiro, aliás,
é para isso que ele vale, essa é a nobreza de sua função, o que
já dizia Adam Smith, o pai da economia em suas ilações
filosóficas.
De que adianta ser rico e viver emocionalmente como um
mesquinho, como tanto se vê? Preso aos valores materiais,
apavorado em perder as migalhas, atormentado caso uma aplica
ção caia, um título sofra uma desvalorização; incapaz de um gesto
generoso, de uma postura ampla, até mesmo de uma pequena
gentileza que implique em gastar 50 ou 100 reais, o que não lhe
faria a menor falta?
Ou melhor, faria sim, caso contrário não seria mesquinho,
avarento, miserável. Prestando-se a papéis melancólicos em nome
do vil metal, muitas vezes sendo ridicularizado por isso.
São aqueles que pensam que têm visto de permanência por
aqui, que ainda não entenderam que estamos de passagem.
Depois, seguimos para onde o dinheiro não tem qualquer função.
Quer se queira, quer não.

Barômetro


Para o que serve o dinheiro?


“O dinheiro serve justamente

para que as pessoas possam
desempenhar funções bonitas
e dignas muito além da compra,
da satisfação pessoal e mesmo
da independência econômica,
ainda que isso seja
da maior importância”

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Férias da secretária

D. Helena está aqui, trabalhando desde dezembro de 2009. Justo, conceder-lhe férias, ainda porque brinco com ela, que ela é registrada, não porque eu penso nos direitos que possui, mas sim, na dor-de-cabeça que poderei ter…rs

Mas, acostumei-me… e hoje, quando estava estendendo toalhas de banho, trocando os lençóis da minha cama, tirando a louça da máquina…. lembrei de uma frase da minha tia Célia: “dinheiro abençoado…rs”

Mas, como não nasci grudada nela e, também sei fazer tudo, o jeito é seguir fazendo.

Vamos ter hóspedes aqui, à partir de amanhã e, por conta disso, venho cozinhando e congelando pra não ficar escrava da cozinha, enquanto eles estiverem aqui.

Já fiz lasanha, kibe de bandeja, pepinos e beterraba em conserva, pudim de leite, doce-de abóbora, sopa creme de abóbora, já fritei e congelei 6 xícaras de arroz (dica de Tia Lourdes, que sigo há anosss) e, as carnes pro churrasco tb já estão aqui.

Hoje, só vou cuidar da roupa. E, se Deus quiser, D. Helena virá sexta-feira me ajudar. Ela mesma disse pro Magno, que não aguentará ficar até dia 03 de outubro sem voltar a trabalhar aqui. TOMARA…rs