Cora Coralina ” sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.”

Desde sempre, detestei a palavra velho ou velha para me referir a alguém que já tivesse passado dos… 30, 40, 50, 60, ou seja, dependendo de quantos anos eu tivesse na época. Mas não chamo/chamei ninguém assim até hoje. E, se me referir, será sempre falando que não gosto. E, quanto à mim, não aceito, não admito que me chamem de velha. Penso que se aceitarmos que nos chamem com esses adjetivos, eles grudam na nossa pele, e cada vez mais nos sentiremos assim, velhos, cansados, fora de moda, etc etc e etc.

Meus filhos não falavam essa palavra porque eu não deixava. Dizia aquele senhor, aquela senhora, para que assim se referissem à pessoas que considerassem velhas, afinal meus pais, depois meus sogros moraram conosco e eles eram velhos. Dá para aceitar ouvir pejorativamente seus netos se referirem à outras pessoas como velhos e velhas sem lembrar dos avós aqui em casa?

Mas, cada dia mais vejo a falta de respeito com as pessoas que já passaram dos 70, 80 e que lutam para serem enxergados pelos seus filhos, familiares, vizinhos, sistema de saúde, etc… A única coisa que me consola é que, envelhecerão tb… Aguardemos.

Uma vez, um repórter perguntou à poeta Cora Coralina o que é viver bem. Ela lhe disse: cora coralina

“Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo pra você, não pense.
Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo.
Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser.
Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.”

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Couscous/cuscuz marroquino com e sem camarões.

Preparando almoço para todos aqui em casa, lembro, atrasada, que duas, de três noras, não comem, apesar de gostarem, camarão…. Que sogra sou eu? Rsrsrsrs
Então, em tempo, separei em dois, os Couscous. A receita, mutatis mutandis foi a que aprendi, aqui em casa, este mês, com Maria Emilia.

Como sempre, tiro fotos do preparo. Berinjelas picadas e salteadas no azeite/manteiga.

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Bananas da terra, idem idem:

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O couscous hidratado e temperado com caldo de camarões que foram preparados também salteados e temperados com alho, azeite, pimenta síria moída, cebolas picadas e que não tirei fotos….

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Só me lembrei que não tirei fotos deles na mesa, quando fui guardar o que sobrou…. Tirei com ele dentro do pirex que havia feito….

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E por último, o sem camarões. Acho possível comer os dois sem sofrimento…..

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Pudim de pão da minha mãe

Faz uns dias estou com vontade de comer pudim de pão que minha mãe fazia. Tamires deixou os pães cortados e eu fiz agora no início da noite. Gosto de comer, quente ainda.

A receita é bem “a olho”….

Pães amanhecidos, cortados em fatias não muito finas.

Água fervendo para amolecer os pães.

Leite fervendo com pau de canela e açúcar a gosto.

Passas de molho em vinho do porto. Mais do que um cálice…. Um bom  copo….

Caramelei, diretamente na forma.

Coloquei as passas de molho no vinho do porto. Tomei um cálice enquanto fazia….

Despejei a água nos pães cortados e fui amassando com o amassador de feijão. (aquele amassador largo).

Fervi o leite com canela, coloquei o açúcar.

Fui colocando o leite e amassando mais um pouco até ficar bem homogêneo.

Incorporei as passas e o vinho do porto.

Coloquei um pedaço de goiabada cascão cortado em quadradinhos. 

Despejei na forma já caramelizada.

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Coloquei para assar em forno médio.

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Desenformei e comi quente.

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Vou passar longe da cozinha.

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