A carteirinha do SESC

Minha história com o SESC de Santos é antiga. Passava por ele, ida e volta, todos os dias. Não podia frequentar, mas ia  ao teatro, com meu pai, ou o levava nas saídas dos passeios e viagens que ele fez por lá. Uma ou outra exposição, quando Maria Emília estava aqui, ela que sempre foi super antenada com a programação das unidades do SESC/SP.

Até que o Mauro, como professor da faculdade Santa Cecília, pôde se inscrever e, de quebra, nós, os pais dele, nos tornamos seus dependentes nesse paraíso. Consegui, por meio de carta ao Gerente Regional, que o Alexandre e o Marcel também pudessem se inscrever como usuários comuns e assim, todos poderiam frequentar a unidade.

Ainda levei um tempinho para frequentar, realmente, a piscina, que é o que mais me atraía. Aqui também, tem um até… até que vi a Margarida, pulando nela. (86 anos de pura disposição)

E de lá pra cá, sempre dou uma passadinha. Quase que diária. Para ler, para nadar, para fazer academia, para hidroginástica, para aulas abertas de alongamento, tai chi, oficinas, teatro, música, orquestras, apresentações, teatro infantil, brinquedoteca com os netos, enfim… tudo o que posso e consigo fazer.

Quando o Mauro foi trabalhar na Santa Casa e nós continuamos seus dependentes, até que esta entidade foi excluída  por não contribuir com o devido. Os trabalhadores da Santa Casa, puderam renovar com o SESC, na categoria MIX, mas os ascendentes não mais puderam se incluídos como dependentes. Então, passei para a categoria usuário, até outubro de 2014.

O SESC, há uns dois anos, numa nova organização, extinguiu a categoria usuário. O termo final para cada associado é  a data da validade da carteira. Venceu, bye bye…

Menus anjos da guarda, Afrânio e Rafael, salva-vidas que fazem a segurança da piscina, me alertaram sobre isso e eu me mantive inscrita na natação, para poder ao menos, usar a piscina. 

Então, em julho do ano passado, eu escrevi ao SESC:

Mensagem original encaminhada 22/07/2014

Frequento o SESC Santos há 15 anos. Primeiro como dependente do meu filho, quando funcionário da Santa Casa e depois, quando houve a quebra do contrato, como usuária comum. Soube que somente continuarão podendo usufruir do SESC, os comerciários. Isso procede? Quem poderá ainda frenquentar as unidades? Porque esse corte? Estou desolada. Vera Helena

E recebi esta resposta aqui:
29/07/2014
Prezada Vera

O Sesc São Paulo agradece seu contato.

As unidades do SESC (Serviço Social do Comércio) no estado de São Paulo estão abertas a toda comunidade, com acesso livre e gratuito.

Tendo como público prioritário o trabalhador no comércio de bens e serviços, o SESC considera que todo o cidadão é bem-vindo, podendo usufruir de inúmeros espaços e diversas atividades como: exposições, biblioteca, internet, programações artísticas, áreas de recreação e convivência.

Para melhor atender à crescente demanda, buscamos uma nova organização para facilitar o ingresso do público em geral nos programas e atividades que apresentam capacidade limitada.

Nesse sentido, todos os usuários já inscritos que frequentam atualmente os cursos físicos esportivos e de desenvolvimento artístico, tais como: ginástica, natação, música e outros, continuarão sendo atendidos.

A participação de novos interessados nos programas e atividades se dará mediante prévia inscrição e disponibilidade de vagas, observando o atendimento do público prioritário.

Esses esclarecimentos reiteram o firme propósito da nossa missão institucional que é proporcionar o bem-estar social e a qualidade de vida de todos aqueles que frequentam as nossas unidades.

Estamos à disposição para mais esclarecimentos.

Atenciosamente,

Sesc Santos

Passei o ultimo final de semana de outubro, dentro da piscina, porque, durante feriados e finais de semana eu não poderia mais entrar.

Bom,  pude fazer uma carteirinha, com a restrição  Central de Atividades e, eles me informaram que se eu quisesse poderia usar o balneário de terça a sexta, por conta desta natação, pagando mensalidade. Obviamente que fiz a inscrição e saí menos mal….Não fiquei sem a piscina. O perigo do suicídio, passou…rs

Então, de repente, domingo passado, dia 12/07,  Marcel me questiona se ele pode se inscrever, já que há pouco tempo modificou sua condição de trabalho no escritório e, optou por ser registrado. E, lá vou eu, na terça-feira, com a missão dada. Missão dada, missão cumprida. Kátia me diz que sim, incluindo euzinha como dependente de novo….

Não sosseguei até o Marcel chegar e eu sair com esse presente aqui: CREDENCIAL PLENA. O perigo do suicídio já havia passado e agora, o perigo de sequestrar alguém para ficar com a credencial também acabou…rs
  
E hoje, com esse sol maravilhoso aí fora, fui pra piscina. Tranquila, linda, vazia, temperatura agradável, enfim…. feicidade.

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Lanchinhos, presentes e boa música no SESC Santos

Sou apaixonada pelo SESC.

Não frequento mais como antes, porque minha categoria, que era de usuária, foi extinta, sem julgamento do mérito…rs

Mas, ainda posso frequentar a piscina por conta de fazer natação. Restringido os dias, já que só posso ir de terças à sextas, excluídos os feriados e finais de semana….

Mas ainda assim, me sinto privilegiada em poder ir à piscina.

Almoço lá, mais vezes também. Fiz todas as oficinas que pude, assisti palestras, enfim, tudo o que podia fazer, enquanto pertencente à elite branca…ops, não é isso… pertencente à casta…. quer dizer, ao grupo de pessoas felizes e que agora tem que amargar a exclusão…

Como disse pro Rafael, salva-vidas da piscina, grande amigo, outro dia, há males que vem pra bem… e, dessa forma acabei voltando para a praia, passei a remar e acho que equilibrei melhor meus dias.

Se não tenho nenhum empecilho nos dias do treino com Thiaguinho, considerando que a semana tem 5 dias úteis e três deles não são terça e quinta, acredito ser uma perseguição só ter audiências em Bertioga nos dias e horários em que deveria estar nadando… já fico direto lá,

Ou Telma ou Thais vem me encontrar e para fechar com chave de ouro, subimos literalmente no palco do teatro para ouvir e assistir recitais. Terça-feira última, não foi diferente.

Terça-feira, depois de nadar, encontrei minha amiga Márcia que acabou de fazer uma viagem para a Índia. Trouxe pra mim, este dedal para minha coleção.

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Thais chegou e lanchamos juntas.2015/04/img_2551.jpg

Esse sanduíche é o melhor do planeta. Comeria INTEIRO se não fosse a educação que mamãe me deu… então, partilhamos literalmente, o pão.

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E pedimos a salada do dia.

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E água para hidratar.

Depois, direto para o teatro. O projeto solos líricos, nesta última terça teve a apresentação da soprano Marly Monton, acompanhada ao piano por Karin Uzun. A pianista, já conheço do projeto piano +1 do ano passado, e a sorprano foi a primeira vez que ouvi cantar. A apresentação foi maravilhosa.

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Água gelada, só pra beber….

cropped-agua-geladaSou encalorada. Não tem nada com menopausa ou coisas do gênero, da idade, etc. Sou assim desde sempre. E odeio. Detesto.

Transpiro. Muito. Não pretendo fazer nenhum tratamento invasivo  ou antiperspirante  para diminuir essa sensação. Invasivos, pelo óbvio, e antiperspirantes por conta do meu pai nunca ter nos deixado usar, primeiro por que não é bom,  nem saudável impedir a transpiração. E os componentes que conseguem essa façanha têm contraindicações.  Difícil.

Mas, não gosto do frio… Vá entender….

Gosto do sol. Gosto da piscina.

Gosto de beber água gelada. No inverno.

Mas, não tomo banho frio. Nem no verão. Aqui, no inverno, todas as noites mudo o chuveiro para o máximo e o Magno, para o médio. Não combinamos em nada, lembram? Nem na temperatura da água do chuveiro. Talvez, porisso, ainda casados, há 38 anos…rs

Nado no SESC Santos. Piscina aberta, antes aquecida. Mas, há um tempinho, talvez uns dois anos, os aquecedores foram pifando e nós fomos nadando assim mesmo. Mas não é fácil.

Este ano, nadei até o mês de março, mas começou esfriar, ventar muito, comecei fingir que não é comigo. Além disso, fiz uns exames médicos e precisei aguardar diagnóstico para receber novamente, autorização, que Graças a Deus, não deu nada e já está tudo bem.

Mas, e a coragem? Não vende na farmácia.

Com a autorização para atividade física e o sol lá fora, resolvi que de hoje não passava.

Depois da missa Thais me deu carona, sem antes me fulminar com aquele olhar de coitada….é doida….

Fiz os exames clínicos e dermatológicos e fui pro vestiário, pensando em deixar para começar a nadar. Em dezembro…

Depois de passar pela ducha/lava-pés, fui para espreguiçadeira tomar um pouco de sol, para me animar.

Nas raias, apenas dois loucos, ou melhor dois nadadores. Marilise, um deles. Cheguei perto e ela me disse com voz estranha… está G E L A D A.

Sentei-me na beirada da piscina, com os pés dentro d´água. Resolvi que não passaria dessa etapa.

Rafael Lascane, guarda-vidas me incentivando a entrar logo e nadar. Contou que já havia nadado e que estava ótima a água. (Não o vi nadando, apesar de achar que não mente…rs)

Fiquei ali, balançando as pernas, molhando os braços e pensando, só se me jogarem.

Fui sentar na escada, um degrau abaixo da borda e continuava pensando no que estava fazendo ali. Qual a necessidade? Alguma prova de resistência? competição? aposta?

Mas desci mais um e quando vi, estava em pé (na ponta dos) dentro dela.

Rafael, salva-vidas e um dos piscineiros foram fazer as medições do PH etc e ficaram me convencendo de que nadar nesta temperatura enrijece os músculos, faz bem para a circulação etc…

Eu andei de lá pra cá e de cá pra lá para aquecer, mas, isso não acontecia.

A verdade é que fiquei e fui ficando, ouvindo os incentivos do Rafael, falando que já ia começar,  mas não me mexendo para mudar minha posição de vertical para horizontal.

O sol foi sumindo por conta do prédio que invade a piscina com sua sombra. E eu, mudando de raia por conta disso. Rafael ainda ficou falando, como vai explicar pro marido que veio nadar e está com os cabelos secos? E eu dizendo que ia contar que no vestiário agora tem secadores de cabelo.

Mas acabei boiando e com a metade da touca já molhada, virar e nadar não foi tão difícil. Na verdade, eu acho que já estava anestesiada portanto, não posso relatar exatamente como foram as sensações de colocar o rosto dentro d´água. A verdade é que depois disso, tudo fica mais fácil. Estou muito fora de forma e o treino foi bem lento para não ter alguma distensão ou coisa que o valha.

Saí da piscina me sentindo um cubo de gelo. Bom, na verdade, um paralelepípedo de gelo… Fiquei na espreguiçadeira, com um sol muito gostoso, tomando consciência dos meus dedos dos pés, articulações, até chegar nos cabelos. Tudo certo e descongelado.

Os salva-vidas Afrânio e Ari ficaram me falando sobre modificações do SESC em relação aos usuários, nos  quais me incluo e estão chateados com os cortes que acontecerão, mais dia, menos dia. Enquanto eu puder frequentar, lá estarei.

 

 

 

Considerações sobre este carnaval

O carnaval acabando e não fiz nada do que planejei. É verdade que fiz tudo o que queria…descansei, nadei, saímos para comer quase todos os dias, hospedei meus amigos Marta e Igor, fiz origamis, pensei nos projetos para a oficina de mosaico, esbocei as petições para os prazos da semana, me programei para amanhã.

Não fui nadar na sexta-feira, nem no sábado, nem no domingo. A programação era outra e animada também.

Mas fui ontem e hoje. E iria amanhã, se  o SESC abrisse….

Como reclamamos sempre e de tudo, fiquei bem quietinha quando senti frio ao entrar na piscina, já que, há alguns dias, ela estava sempre cheia, não muito clara e tão quente que parecia um caldeirão. E ainda assim, eu fui……

Quando estou nadando, tenho a certeza de que sou feliz. Se não estou muito feliz, fico. Se estou bem feliz, fico mais. Só tenho uma dificuldade muito grande…. é sair de lá. Quero um pouco mais.

Não tenho a pretensão de ser velocista, de bater algum record. Na verdade bato o meu próprio, ao desprezar a preguiça, ao me arrumar para ir nadar, podendo ficar aqui, sem fazer nada… ou ficar fazendo o que posso fazer mais tarde, de noite, de madrugada, amanhã cedo.

Vou quase cantando pela rua. E volto pensando que maravilhoso dia, que deliciosa diversão, que dores abençoadas que sentirei amanhã.

Quase nunca levava os acessórios para treino, porque não os deixava fáceis de serem carregados. Agora, deixo quase em cima do piano….rsrs e, com eles, a motivação aumenta.

Na piscina encontro quase sempre as mesmas pessoas. A maioria, nada por diletantismo. Sou fã de carteirinha dos mais velhos. Do seu Oswaldo, marido da Marilda, que tem mais de 70 anos, nada sempre. Quebrou o fêmur há alguns anos, jogando tênis, mas já está recuperado, tanto é, que vem de bicicleta! O Master, como chama a Cida, o dr. Egídio, que não vem ao SESC desde que ficou viúvo, acho eu. Este, é outro exemplo de perseverança e constância na natação. Tb já deve ter mais de 75, e está lá, firme e forte.

Tem também um senhor, japonês, para nós, o próprio Sensei. Não sei como se chama. Nada direto sem parar. Tem apenas 81 anos. É engraçado, poliglota. Brinquei com ele com minha única frase em japonês  chamando-o de bobo e rimos muito. Ele me contou, hoje, que não gostava de estudar. Então seu pai o mandou de volta para o Japão, para a casa do avô. Para tudo ele respondia sim. Então o avô falou ‘se ele gostava de comer m…..’ e ele disse sim… Rindo muito. Nos despedimos em francês.

Ele dá aulas de japonês para todos os que se aproximam quando ele está conversando com seus alunos. Muito disponível e exemplo para nós.

Hoje também conversei com o Marcelo, (Pichuruca)  palhaço de profissão. Com certeza, uma alma disponível para o Universo. Trabalha como voluntário em vários hospitais, animando crianças internadas. Muito inspirador o título de seu trabalho: Circo do Céu Aberto. Acho que só tem gente do bem naquelas águas.

Ainda fiz aula de hidroginástica com a Claudinha. Cecília e Ana também vieram. Marilise idem. Só a Cida e Denise não apareceram, já que estão viajando.

E assim, terminamos os feriados. Amanhã, expediente normal, depois do almoço.

Rezar e pedir as bençãos de Deus para todos nós.

Não é lindo esse parque aquático? Amo de paixão.

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Acabei de verificar que escrevi sobre esta piscina, exatamente no dia 04 de março de 2012.

Aqui:

https://verahl.wordpress.com/2012/03/04/nada-nadar-natacao/

 

Nada, nadar, natação

Piscina.

Olhava sempre, com aquele olhar de cobiça quando se deseja alguma coisa que não se pode ter. Ou não se tem coragem para ir buscar.

Mas dentro de mim, a vontade de nadar venceu o medo.

O medo, a vergonha, a falta de jeito, os micos, as engasgadas e as águas engolidas….

Vi uma senhora, que mais tarde conheci, a Margarida, pular na piscina do SESC Santos e, sair nadando. Não foi um pulo olímpico, nem suas braçadas, as de uma campeã, ao contrário, deu aquela barrigada e saiu nadando meio de lado, circulando a piscina, com um nado um tanto pitoresco.

Pensei, como eu, que devo ter a metade da idade dela, vou ficar aqui olhando, enquanto que aquela senhora pulou e saiu nadando, feliz, do jeito dela??  depois soube que ela tinha 86, enquanto que eu, tinha 47…

Dali, naquele minuto fui para a central de cursos. Mas, me inscrevi na hidroginástica….

Entrar para a turma da hidro de terças e quintas-feiras, com a professora Luciana Itapema, foi o primeiro passo. As aulas eram deliciosas. Para o alongamento final, a música que ela colocava para o relaxamento, era sempre  WHAT A WONDERFUL WORLD com o Louis Armstrong. Isso sim, era fechar a aula com chave de ouro!

Ficava ali, deitada, de olhos fechados, relaxada, ouvindo aquela música, era demais!

Até que um dia, falei para ela que queria aprender a nadar, mas não queria pagar micos… Ela me falou para ir às 7h00. E foi o que eu fiz, num dia de janeiro. De lá pra cá, só prazer.

Aprendi, é verdade. Mas passei por todos os vexames…. um dia conto…