Dia dos professores – Oficina de estamparia contemporânea – com Marilucia Guilen

Ser habilidosa não é ser criativa, porisso, colocar em prática,  idéias, pensamentos, fatos, atos, em algo novo, é um desafio.

Ao menos, atendo a ele, desafio, e encaro, de frente. Como se pudéssemos encarar de costas….

E, isso acrescenta no meu dia-a-dia, o equilíbrio, ou a tentativa de me equilibrar, ou reequilibrar.

Basta um simples olhar para verificar que as pessoas estão mais violentas, agressivas e, se não prestarmos atenção a essa verdade, se não fizermos nada para estancar esses sentimentos, ficamos reféns da raiva, ciúme, mágoas, ressentimentos. Se meu tempo vai passando, impiedosamente, ao menos que eu o utilize da melhor maneira.

A energia criativa é uma realidade. Ela existe em nós e precisa ser extravasada. Ela pode gerar trabalhos lindos, aproveitamento de materiais descartados, roupas customizadas, comidas saudáveis e, muito prazer. O prazer de poder transformar um pedaço de pano, um fio de uma meada, um ingrediente. De olhar o produto final e se orgulhar dele.

Meu lema sempre foi: “Prefiro fazer à comprar”. Em contrapartida, os sentimentos de expansão, de transformação criativa, encontram também barreiras. Em nós mesmos. Para aprender é preciso estar disposto a sair do comodismo, a enfrentar as dificuldades, a aceitar os erros e a amar os resultados, independente deles….rs

Ensinar é ato de todos nós. Mas, tirar de um aluno um resultado criativo é obra de mestre.

Mesmo para os que pensam que nada sabem fazer, ou  ensinar. A energia criativa é uma troca.

Aproveitar as técnicas para obter peças únicas é saber agregar conhecimento, fazendo com que o resultado seja verdadeiramente uma arte.

Única. Mesmo que façamos uma série….

Então é isso. Hoje, aprendi bastante, sem ter feito quase nada. Vim pra casa com uma idéia pela metade e já sei, penso eu, no que ela vai se transformar. E, esperar a próxima aula, chega ser tortura…

Hoje, ao menos, lembramos de cantar parabéns para Marilúcia Guilen, nossa professora, criativa, disposta, disponível e paciente… pelo dia de hoje.

Então, tenha mais paciência, trabalhe sua criatividade, saia do comodismo, use sua energia para poder converter em vontade de transcendência, de transformação criativa.

Tudo e todos agradecerão: saúde, família, amigos.

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A carteirinha do SESC

Minha história com o SESC de Santos é antiga. Passava por ele, ida e volta, todos os dias. Não podia frequentar, mas ia  ao teatro, com meu pai, ou o levava nas saídas dos passeios e viagens que ele fez por lá. Uma ou outra exposição, quando Maria Emília estava aqui, ela que sempre foi super antenada com a programação das unidades do SESC/SP.

Até que o Mauro, como professor da faculdade Santa Cecília, pôde se inscrever e, de quebra, nós, os pais dele, nos tornamos seus dependentes nesse paraíso. Consegui, por meio de carta ao Gerente Regional, que o Alexandre e o Marcel também pudessem se inscrever como usuários comuns e assim, todos poderiam frequentar a unidade.

Ainda levei um tempinho para frequentar, realmente, a piscina, que é o que mais me atraía. Aqui também, tem um até… até que vi a Margarida, pulando nela. (86 anos de pura disposição)

E de lá pra cá, sempre dou uma passadinha. Quase que diária. Para ler, para nadar, para fazer academia, para hidroginástica, para aulas abertas de alongamento, tai chi, oficinas, teatro, música, orquestras, apresentações, teatro infantil, brinquedoteca com os netos, enfim… tudo o que posso e consigo fazer.

Quando o Mauro foi trabalhar na Santa Casa e nós continuamos seus dependentes, até que esta entidade foi excluída  por não contribuir com o devido. Os trabalhadores da Santa Casa, puderam renovar com o SESC, na categoria MIX, mas os ascendentes não mais puderam se incluídos como dependentes. Então, passei para a categoria usuário, até outubro de 2014.

O SESC, há uns dois anos, numa nova organização, extinguiu a categoria usuário. O termo final para cada associado é  a data da validade da carteira. Venceu, bye bye…

Menus anjos da guarda, Afrânio e Rafael, salva-vidas que fazem a segurança da piscina, me alertaram sobre isso e eu me mantive inscrita na natação, para poder ao menos, usar a piscina. 

Então, em julho do ano passado, eu escrevi ao SESC:

Mensagem original encaminhada 22/07/2014

Frequento o SESC Santos há 15 anos. Primeiro como dependente do meu filho, quando funcionário da Santa Casa e depois, quando houve a quebra do contrato, como usuária comum. Soube que somente continuarão podendo usufruir do SESC, os comerciários. Isso procede? Quem poderá ainda frenquentar as unidades? Porque esse corte? Estou desolada. Vera Helena

E recebi esta resposta aqui:
29/07/2014
Prezada Vera

O Sesc São Paulo agradece seu contato.

As unidades do SESC (Serviço Social do Comércio) no estado de São Paulo estão abertas a toda comunidade, com acesso livre e gratuito.

Tendo como público prioritário o trabalhador no comércio de bens e serviços, o SESC considera que todo o cidadão é bem-vindo, podendo usufruir de inúmeros espaços e diversas atividades como: exposições, biblioteca, internet, programações artísticas, áreas de recreação e convivência.

Para melhor atender à crescente demanda, buscamos uma nova organização para facilitar o ingresso do público em geral nos programas e atividades que apresentam capacidade limitada.

Nesse sentido, todos os usuários já inscritos que frequentam atualmente os cursos físicos esportivos e de desenvolvimento artístico, tais como: ginástica, natação, música e outros, continuarão sendo atendidos.

A participação de novos interessados nos programas e atividades se dará mediante prévia inscrição e disponibilidade de vagas, observando o atendimento do público prioritário.

Esses esclarecimentos reiteram o firme propósito da nossa missão institucional que é proporcionar o bem-estar social e a qualidade de vida de todos aqueles que frequentam as nossas unidades.

Estamos à disposição para mais esclarecimentos.

Atenciosamente,

Sesc Santos

Passei o ultimo final de semana de outubro, dentro da piscina, porque, durante feriados e finais de semana eu não poderia mais entrar.

Bom,  pude fazer uma carteirinha, com a restrição  Central de Atividades e, eles me informaram que se eu quisesse poderia usar o balneário de terça a sexta, por conta desta natação, pagando mensalidade. Obviamente que fiz a inscrição e saí menos mal….Não fiquei sem a piscina. O perigo do suicídio, passou…rs

Então, de repente, domingo passado, dia 12/07,  Marcel me questiona se ele pode se inscrever, já que há pouco tempo modificou sua condição de trabalho no escritório e, optou por ser registrado. E, lá vou eu, na terça-feira, com a missão dada. Missão dada, missão cumprida. Kátia me diz que sim, incluindo euzinha como dependente de novo….

Não sosseguei até o Marcel chegar e eu sair com esse presente aqui: CREDENCIAL PLENA. O perigo do suicídio já havia passado e agora, o perigo de sequestrar alguém para ficar com a credencial também acabou…rs
  
E hoje, com esse sol maravilhoso aí fora, fui pra piscina. Tranquila, linda, vazia, temperatura agradável, enfim…. feicidade.

Mosaico 3.ª aula com Neuza Giacometti

Combinar cores e cacos. Um desafio.

Pensei em fazer uma coisa, fiz outra.

Complicado fazer o encaixe de maneira uniforme,  sem deixar arestas. Cortei o dedo, quebrei meu óculos bem no meio…e dei uma adiantada no meu trabalho.

Meu lado indeciso, acha os outros trabalhos muito mais bonitos, criativos, coloridos, combinados….

Agora tenho que preencher os espaços.

Fotos de todas aqui embaixo.

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Mosaico 2. aula

E os projetos vão se desenvolvendo. Gosto muito de ver as peças criando vida. Os desenhos vão sendo modificados e vão se transformando no que idealizamos. Cada uma de nós, aos poucos vai se compenetrando da e na sua “obra” mas admirando as das nossas amigas. E eu penso…. ai queria fazer uma igual à da Claudia, da Helô, da Claudia, da Cecília, da Telma… enfim…. uma de cada….rs Ah! igual à da Thais também que não veio na segunda aula, mas muito folgada, disse que ela é rapidinha e que não faria falta essa perda…. vou falar viu! Então, o meu trabalho desta sexta, ficou assim: Imagem

 

Bombons ao fundo, da Ariadne, nora da  Ana Cristina, cujo mosaico,nesta semana, ficou assim: Imagem

A da Claudia Helena, assim:

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Considerações sobre este carnaval

O carnaval acabando e não fiz nada do que planejei. É verdade que fiz tudo o que queria…descansei, nadei, saímos para comer quase todos os dias, hospedei meus amigos Marta e Igor, fiz origamis, pensei nos projetos para a oficina de mosaico, esbocei as petições para os prazos da semana, me programei para amanhã.

Não fui nadar na sexta-feira, nem no sábado, nem no domingo. A programação era outra e animada também.

Mas fui ontem e hoje. E iria amanhã, se  o SESC abrisse….

Como reclamamos sempre e de tudo, fiquei bem quietinha quando senti frio ao entrar na piscina, já que, há alguns dias, ela estava sempre cheia, não muito clara e tão quente que parecia um caldeirão. E ainda assim, eu fui……

Quando estou nadando, tenho a certeza de que sou feliz. Se não estou muito feliz, fico. Se estou bem feliz, fico mais. Só tenho uma dificuldade muito grande…. é sair de lá. Quero um pouco mais.

Não tenho a pretensão de ser velocista, de bater algum record. Na verdade bato o meu próprio, ao desprezar a preguiça, ao me arrumar para ir nadar, podendo ficar aqui, sem fazer nada… ou ficar fazendo o que posso fazer mais tarde, de noite, de madrugada, amanhã cedo.

Vou quase cantando pela rua. E volto pensando que maravilhoso dia, que deliciosa diversão, que dores abençoadas que sentirei amanhã.

Quase nunca levava os acessórios para treino, porque não os deixava fáceis de serem carregados. Agora, deixo quase em cima do piano….rsrs e, com eles, a motivação aumenta.

Na piscina encontro quase sempre as mesmas pessoas. A maioria, nada por diletantismo. Sou fã de carteirinha dos mais velhos. Do seu Oswaldo, marido da Marilda, que tem mais de 70 anos, nada sempre. Quebrou o fêmur há alguns anos, jogando tênis, mas já está recuperado, tanto é, que vem de bicicleta! O Master, como chama a Cida, o dr. Egídio, que não vem ao SESC desde que ficou viúvo, acho eu. Este, é outro exemplo de perseverança e constância na natação. Tb já deve ter mais de 75, e está lá, firme e forte.

Tem também um senhor, japonês, para nós, o próprio Sensei. Não sei como se chama. Nada direto sem parar. Tem apenas 81 anos. É engraçado, poliglota. Brinquei com ele com minha única frase em japonês  chamando-o de bobo e rimos muito. Ele me contou, hoje, que não gostava de estudar. Então seu pai o mandou de volta para o Japão, para a casa do avô. Para tudo ele respondia sim. Então o avô falou ‘se ele gostava de comer m…..’ e ele disse sim… Rindo muito. Nos despedimos em francês.

Ele dá aulas de japonês para todos os que se aproximam quando ele está conversando com seus alunos. Muito disponível e exemplo para nós.

Hoje também conversei com o Marcelo, (Pichuruca)  palhaço de profissão. Com certeza, uma alma disponível para o Universo. Trabalha como voluntário em vários hospitais, animando crianças internadas. Muito inspirador o título de seu trabalho: Circo do Céu Aberto. Acho que só tem gente do bem naquelas águas.

Ainda fiz aula de hidroginástica com a Claudinha. Cecília e Ana também vieram. Marilise idem. Só a Cida e Denise não apareceram, já que estão viajando.

E assim, terminamos os feriados. Amanhã, expediente normal, depois do almoço.

Rezar e pedir as bençãos de Deus para todos nós.

Não é lindo esse parque aquático? Amo de paixão.

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Acabei de verificar que escrevi sobre esta piscina, exatamente no dia 04 de março de 2012.

Aqui:

https://verahl.wordpress.com/2012/03/04/nada-nadar-natacao/