Tradição aqui em casa: Bacalhau da D. Deise

Bacalhau, para mim, não precisa de muita coisa…. Posso comê-lo sem nenhum tempero, apenas aferventado. Imaginem então, com molho de alho , colorau e azeite. Acompanhado de batatas, ovos, vagem macarrão, cebolas cozidas na própria água em que ele foi passado. E, de quebra, um arroz com lentilhas e cebolas fritas até dourar. Pode ficar ruim?

Esta é a maneira que sempre comi na casa da minha sogra, que repetia a receita da D. Lucília, sogra dela.

Fácil de preparar, delicioso de comer. Não me lembrei da couve tronchuda, ou troncha… e desta vez, também não me lembrei das cebolas, mesmo cortando as que usei para o arroz e lentilhas…. sei não….

O bacalhau de ontem, foi este aqui:

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Necessário apenas aferventar:

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Aqui, prontinho para o ataque.

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São José

Sou devota de São José. Estudei no Colégio Santana, Colégio dirigido pelas Irmãs de São José. Congregação iniciada com a vinda da França, das Irmãs de São José para o Brasil,  especificamente para Itu-SP. A Irmã Maria Teodora Voiron  foi momeada superiora. no dia 13 de novembro, mais ou menos em 1860 e pouco, dia da festa de Nossa Senhora do Patrocínio, e dia da inauguração do colégio que recebeu seu nome. (http://www.madreteodoravoiron.com/)

Minha mãe, minhas tias estudaram no Colégio do Patrocínio, e, portanto, todas nós, somos suas devotas.

São José, esposo de Maria, pai adotivo de Jesus. (“O Anjo do Senhor manifestou-lhe, em sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua Mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo.” Mt 1,20)

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A ordem dada a São José, de receber Maria como esposa. É o fim do Antigo Testamento e o começo do Novo. Ele é o patriarca, o grande pai.

A fuga para o Egito e a volta lembram a história de todo o povo de Israel – o Êxodo. Portanto, São José é o amigo do povo, dos pobres, dos pequeninos, dos perseguidos e dos sofredores.

Da Bíblia, recebeu ele o título maior que ela costuma dar a alguém: Justo. São José era um homem “justo”. Tanto a Idade Média quanto os tempos modernos lembraram muito São José como modelo para o lar e, também, para o operário.

A simplicidade e a fidelidade fizeram de São José o protetor escolhido para Maria e para o próprio Jesus, bem como para todos nós.

Como os demais santos, S. José é exemplo para os homens de todos os tempos. É a perenidade das demonstram virtudes que demonstra a santidade. Em S. José poderíamos resumir quatro modelos: De paternidade, castidade, trabalho e de uma boa morte.

Foi pai perfeito, pois acolhendo o fruto do mistério, deu condições para que Ele nascesse no seio de uma família, protegendo-O, criando-O e ensinando-Lhe uma profissão. Cumpriu a obra de um patriarca, como Abraão, Isaac e Jacó, dos quais descendia. Que exemplo para os nossos tristes tempos de práticas abortistas!

Paradigma de castidade, porque vendo em Maria a manifestação de um desígnio superiormente belo e transcendente, soube portar-se como o guardador de um grande tesouro – o de uma castidade bem vivida.

Jesus, já em sua vida pública, era reconhecido como o filho do carpinteiro. Isso demonstra que S. José sempre trabalhou com dedicação e senso de responsabilidade. E se não ficou conhecido por milagres portentosos em vida, sem dúvida, soube se santificar através da fidelidade do dever cotidiano.

Por último, e por isso é padroeiro dos que agonizam, S. José foi assistido em sua morte por Jesus e Nossa Senhora. Ora, não é assim que devemos todos desejar morrer – acompanhados por Jesus e Nossa Mãe?

Que saibamos, então pôr-nos sob o patrocínio de S. José, louvando-o em seu dia e em todos os dias. Certamente, Jesus nos considerará ainda mais seus irmãos se também nos deixarmos adotar por S. José.

São José, rogai por nós.

As tradições familiares são, para mim, sagradas. Não as faço ou perpetuo como se fosse uma crendice, mas em homenagem àquelas que me ensinaram a fazer e, deste modo, sigo fazendo.

Desde que me conheço por gente…. e faz tempo… todo dia 19/03, faço o saquinho de São José. Segundo o que aprendi, deve-se sempre deixar algum dinheiro dentro dele. Nada falta, na casa em que se guarda o dinheiro dentro dele.

Não precisa ser grande fortuna… ainda porque não se guarda o que não se tem…rs

Pode ser uma moeda. Mas não deve ficar vazio.

Guada-se na gaveta do armário, ou pendurados nos cabides. Acho que todos os meus cabides tem saquinhos…

Existem várias histórias dos saquinhos tb. Este ano, peguei um aos pés da imagem que está na Basílica de Santo Antonio do Embaré e, por conta disso, levei 12 saquinhos com uma moedinha dentro para que tb sejam levados e perpetuem essa tradição. Guardam-se moedas durante o ano todo e estas devem ser depositadas para os pobres.

O saquinho deve ser feito à mão. São José, o carpinteiro, é o padroeiro dos artesãos, portanto, nada melhor para homenageá-lo do que fazer sem utilizar máquina. Um verdadeiro handmade.

Qualquer tamanho, qualquer tecido. Um saquinho. Cortei um retângulo e fiz uma barrinha num dos lados maiores, virando para dentro  duas vezes um centímetro mais ou menos, para passar um cordãozinho/fitinha para fechá-lo;

Depois dobrei ao meio e fechei as laterais e fundo. Passei o cordão e voilá.

Meu saquinho deste ano:

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